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contração: de eles, dum, duma

Discussion in 'Português (Portuguese)' started by regalsun, Feb 23, 2007.

  1. regalsun Senior Member

    London
    English UK
    Olá gente,
    Tenho uma questão sobre o uso das duas palavras. elas são muito usadas? Porque eu normalmente vejo de um e de uma.

    Muito obrigado.
     
  2. Macunaíma

    Macunaíma Senior Member

    Um ninho de mafagalfinhos
    português, Brasil
    Essa contração, embora comum na fala, fica meio "feia" quando escrita ( Quem acha isso? Bem, eu só consultei a mim mesmo para responder...). A maioria prefere escrever de um, de uma. Às vezes também se pronuncia assim _de um, de uma, em um, em uma,etc.

    Grande abraço!

    P.S. Regalsun, o correto seria "tenho uma pergunta sobre..."
     
  3. regalsun Senior Member

    London
    English UK
    Muito obrigado Macunaíma, pela resposta e a correção. Eu não falo o idioma muito bem :). Comecei estudar o português, há onze meses atrás.
     
  4. Macunaíma

    Macunaíma Senior Member

    Um ninho de mafagalfinhos
    português, Brasil
    As correções são só para ajudar, Regalsun. Por favor faça o mesmo comigo quando você me vir no Fórum de Inglês, e me avise se minhas correções parecerem inconvenientes.

    Parabéns pelo excelente português conseguido em tão pouco tempo.

    Abraço.
     
  5. jess oh seven

    jess oh seven Senior Member

    Scotland
    UK/US, English
    Estas contrações são pouca usadas também no português de Portugal (na escrita)?
     
  6. Outsider Senior Member

    Portuguese (Portugal)
    São geralmente evitadas no português escrito, embora usá-las não seja incorrecto (alguns escritores portugueses de renome usam-nas sem problemas). Mas mesmo as pessoas que escrevem "de um", "de uma", etc., pronunciam muitas vezes "dum", "duma", etc.
     
  7. jess oh seven

    jess oh seven Senior Member

    Scotland
    UK/US, English
  8. Ancia

    Ancia Senior Member

    spanish
    Olá!!!

    Tenho uma dúvida (outra). Sei que na linguagem oral e na escrita informal é comum contraer "de eles"> "deles", "de uma"> "duma", etc. e que isso nao é permitido na escrita formal. Mas, a contraçao "em um"> "num" ou "em aquele"> "naquele", é ou nao é permitid na escrita formal.

    Muito obrigado :)
     
  9. Outsider Senior Member

    Portuguese (Portugal)
    Permita-me que o corrija.

    1. A contracção de + eles > deles é obrigatória em todos os registos, a não ser que as duas palavras caiam em orações distintas.
    2. A contracção de + uma > duma é pouco habitual na escrita, embora correcta.
    3. As contracções em um > num e em aquele> naquele são perfeitamente comuns e aceites em linguagem formal, em Portugal. No Brasil, são de evitar.
     
  10. Vanda

    Vanda Moderesa de Beagá

    Belo Horizonte, BRASIL
    Português/ Brasil
    Sim ancia, pode contrair: dele, dela, numa, num...

    Obviamente, como sempre, haverá casos em que as contrações não devem ser feitas. Exemplo.

     
  11. beleza Junior Member

    England, English
    Hi,

    Can someone please clear up for me once and for all which of the below are most acceptable for FORMAL writing in BRAZILIAN PORTUGUESE

    Duma/ de um pais
    numa/ em uma casa
    Nessa etc/ Em essa

    Thanks alot
     
  12. Alandria Senior Member

    Brasil - São Paulo
    Português
    Só um reparo, aqui não acontece com "naquele", só mesmo as contrações "num" e "dum" são evitadas, a grande maioria são obrigatórias até. ;)

    Será que acontece em todos os casos a contração de "de +a /eles", Out?

    "eu tenho medo de eles me virem".
    "não se pode excluir a hipótese de a menina ter saído de casa"

    Nesses casos (exceções), acho que não é possível ocorrer.
     
  13. aefavant Junior Member

    Rio de Janeiro, Brasil
    UK, English/Portuguese(Br)
    NUma, duma, dessa, nessa, nesse, desse, desta etc are contractions of prepositions with articles.
    In fact, many people think contractions are informal or wrong, when they actually would be noted as formal, correct and even being used by famous writers.

    Personally, I would say that if you want to always sound right, do not used them.

    Eu entrei numa casa rosa but, Eu entrei em uma casa rosa.

    When I speak, I will used contractions all the time. In wrinting, sometimes; mainly because some people may find it odd or even incorrect. Although it´s not uncommon for me to use´em in formal memos, for example.

    In Portuguese contractions are not taken as in English, it´s more like Italian or German, where contractions are common and erudite!
    Grammatically saying, that´s alright any you choose. Use them at will, just doN´T abuse´em :D
     
  14. Alentugano

    Alentugano Senior Member

    Português - Portugal
    Viva,

    Relativamente a em aquele/em aquela, posso dizer com alguma segurança que ninguém escreve assim, quer se trate de linguagem informal, quer seja linguagem formal. O mesmo para nesse/nessa e neste/nesta, desse/dessa e deste desta, as quais se escrevem sempre contraídas. Isto é válido tanto para Portugal como para o Brasil.

    A única diferença entre as duas normas é que, em linguagem mais formal, os brasileiros preferem não contrair em um e em uma. No entanto, na linguagem informal/coloquial, aquelas contracções são muito utilizadas. Por exemplo, acho que ninguém diria ou escreveria "em uma boa" em vez de "numa boa".

    Cumprimentos

     
  15. MOC Senior Member

    Portugal
    Portuguese

    Eu diria e escreveria a primeira. Em geral, as pessoas em Portugal farão o mesmo.
     
  16. Alentugano

    Alentugano Senior Member

    Português - Portugal
    Em Portugal poderíamos escrever algo como "dois produtos em um", "duas histórias em um só volume", sem que isso soasse demasiadamente estranho. Não obstante, poder-se-ia usar a contracção num em qualquer uma daquelas frases (especialmente na segunda).
     
  17. MOC Senior Member

    Portugal
    Portuguese
    É verdade, mas no caso que eu colei no meu comentário? É mais raro que não se faça a contracção, não?
     
  18. Outsider Senior Member

    Portuguese (Portugal)
    Mas eu não disse outra coisa:

    Quando as duas palavras estão em orações distintas, como nos seus exemplos, recomenda-se não fazer a contracção na escrita (ainda que a fala nem sempre faça o mesmo).

    Certo. Há mais alguns casos em que não se faz a contracção. Mas são situações muito pontuais. Regra geral, em + um é para contrair, aqui.
     
  19. Alentugano

    Alentugano Senior Member

    Português - Portugal
    Sim, de acordo. O engraçado é que eu acho que, com o tempo, fui-me habituando a em um/em uma e actualmente já não estranho tanto esse uso. Agora, as primeiras vezes que as li, achava-as completamente descabidas.
     
  20. Macunaíma

    Macunaíma Senior Member

    Um ninho de mafagalfinhos
    português, Brasil
    A contração ocorre sempre no caso em que dele é um pronome possessivo. Nos exemplos da Alandria, o de é uma exigência da regência nominal do adjetivo medo e do substantivo hipótese, e que, por acaso, é seguido do pronome ele e do artigo a. Sinceramente, eu confesso que não saberia dizer se de e ele/a nos exemplos da Alandria estão em orações distintas -eu sou péssimo em análise sintática e já fiquei de recuperação em português por isso quando era estudante- mas talvez alguém possa vir aqui e dizer.

    Assim como nos exemplos da Alandria, aqui também a contração não seria possível:

    "Meus pais tinham medo de eu me tornar um irresponsável" (não existe d'eu )
    "Vocês deviam ter levado em conta o fato de ele ser reincidente"

    Sim, pensando bem, acho que são orações distintas. Mas não vou entrar nisso, deixo para quem sabe explicar.

    Quanto ao uso das contrações dum/duma e num/numa no Brasil, elas existem, claro. No entanto tendem a ser evitadas na escrita, e algumas pessoas às vezes não contraem nem na fala, o que de modo nenhum soa estranho quando a pronúncia e a prosódia da língua já estão adaptadas.

    Macunaíma
     
  21. Outsider Senior Member

    Portuguese (Portugal)
    Repare que, nos três exemplos, o pronome em questão é sujeito de um infinitivo que vem depois dele. Isto é típico.
     
  22. Vanda

    Vanda Moderesa de Beagá

    Belo Horizonte, BRASIL
    Português/ Brasil
    Se se tivessem dado o trabalho de olhar o link que eu coloquei lá em cima, já teriam visto a explicação. ;):p

    Um pouco mais, já que gostaram tanto.

    Da fonte acima.
     
  23. Ancia

    Ancia Senior Member

    spanish
    olá!

    Eu nao sabia que este ia ser um tema tao interessante!!

    Muito obrigado a todos, espero que as vossas sugeências me servam para escrever português um bocadinho melhor

    :)
     
  24. dakotabrett Senior Member

    English (United States)
    Sério? Eu sempre pensei que se escrevia "o fato dele ser reincidente". Será que me enganava?
     
  25. Alandria Senior Member

    Brasil - São Paulo
    Português
    Na fala coloquial, a tendência é que ocorra a contração nesse caso, mas na escrita, não.
     
  26. MOC Senior Member

    Portugal
    Portuguese

    Veja a frase como no inglês, e ajudará a entender.


    "Vocês deviam ter levado em conta o fato de ele ser reincidente"

    Tradução literal:

    "You should have taken into account the fact that he is a reoffender"


    "Vocês deviam ter levado em conta o fato dele ser reincidente"

    Tradução literal:

    "You should have taken into account his fact is a reoffender"



    No primeiro caso a pessoa é reincidente, no segundo caso, o seu facto é que o é. Está na hora de o facto ir preso. :p


    Como já foi dito aqui por muita gente, na fala coloquial é comum por ser mais fácil de dizer (eu por acaso nem digo assim). Também se dirá "independentemente deu querer ou não", quando a frase mesmo é "independentemente de eu querer ou não" até porque "deu" não existe.



    Agora, quando se diz "a comida dele" em vez de "a comida de ele", aí sim foi feita a tal contracção referida acima, e é feita mesmo na escrita.

    Para tentar fazer uma analogia ao inglês, seria como dizer "his food" em vez de "the food of he" ou talvez "the food of him". Não é exactamente o mesmo porque obviamente estamos a falar de línguas diferentes, com regras diferentes, mas só para ter uma ideia.

    Percebeu, ou foi muito complicado? :eek:
     
  27. Lusofilo New Member

    Spain
    Peru, Spanish
    Eu procurei no diccionário e encontrei "duma: contracção etc" sem restricções para sua utilização, mas olhando na rede a gente usa quase sempre "de uma".

    O que é, que as contracções "dum" e "duma" ficaram obsoletas?
     
  28. Mujerdeblanco

    Mujerdeblanco Junior Member

    Guadalajara
    México
    Não acho!

    Pode ser que na escrita encontres "de uma" mas na fala do dia a dia, quase toda a gente diz "dum" ou "duma".
     
  29. Macunaíma

    Macunaíma Senior Member

    Um ninho de mafagalfinhos
    português, Brasil
    No Brasil, acho que por causa da palatização do de (viram só? já estou pegando o jargão do fórum!) o mais comum é pronuciá-las separadamente: dji uma. Em Portugal, embora se possa pronunciar d'uma, evita-se escrever duma por questão de estilo, provavelmente. Contrações como numa e num, encontradas na fala brasileira, também são evitadas na escrita formal por não serem consideradas 'elegantes'.

    Macunaíma
     
  30. Mujerdeblanco

    Mujerdeblanco Junior Member

    Guadalajara
    México
    Provavelmente no Brasil as pronunciam separadamente, mas já ouví muitos portugueses que na fala, as pronunciam juntas, ou seja "dum" e "duma".

    Mas também o uso dalgumas frases e/ou palavras e inclusive da pronúncia que destas se faz depende muito do país e da cidade...
    Cumprimentos.
     
  31. GDS Junior Member

    Recife - Brazil
    Brazil / Portuguese
    Realmente no dia-a-dia se usa informalmente, porém seu emprego constante pode causar um vício que comprometerá documentos e textos despercebidamente e talvez seja este um dos motivos para evitar-se o uso da contração.
     
  32. Dom Casmurro

    Dom Casmurro Senior Member

    Brazil Portuguese
    "Dum/duma" e "num/numa" são contrações clássicas, que nada têm de deselegantes ou informais. Camões servia-se delas abundantemente ("[as irmãs] que, de vista total sendo privadas / Todas três dum só olho se serviam."). Pelo menos no português do Brasil, tem havido muita resistência ao emprego dessas contrações, por força de uma dessas idiossincrasias cujo motivo ninguém consegue explicar.
     
  33. Macunaíma

    Macunaíma Senior Member

    Um ninho de mafagalfinhos
    português, Brasil
    Há resistência a elas por serem consideradas deselegantes. O que é o conceito de elegância e estilo senão uma idiossincrasia? Os manuais de redação são claros ao desaconselhar seu uso e você nunca vai encontrar duma/dum na imprensa e muito raramente numa/num. Está ao alcance de quem quiser usar essas formas fazê-lo, porque incorreto não é. Eu não uso porque não gosto, mas deixo claro que não é errado.
     
  34. Alentugano

    Alentugano Senior Member

    Português - Portugal
    Caro Macú,
    permita-me discordar de si (em Portugal, este "si" é tolerado), conquanto eu adoro ler tudo quanto é mídia brasileira e olha que eu vejo muitas vezes essas contrações (num/numa) sendo usadas, acho que é mais uma questão de estilo pessoal. Para contextualizar posso lhe dizer que sou leitor de revistas como Veja, Caros Amigos, Bravo!, etc. e em todas elas é possível verificar isso mesmo - uns autores usam, outros não - sem justificativa aparente que não seja por uma questão de estilo próprio.
    Em relação a "duma" vocês têm razão, é mais raro ela ocorrer em textos brasileiros, mas, de quando em vez, alguém a usa.

    Saudações lusas!
     
  35. Macunaíma

    Macunaíma Senior Member

    Um ninho de mafagalfinhos
    português, Brasil
    Você tem razão, Alentugano. No caso específico de num e numa há um pouco de exagero naquele "raramente". Eu peguei aqui um exemplar de Veja que está na minha escrivanhia e vi alguns num/numa: "Numa demonstração de confiança, o Citibank montou em Bogotá seu call-center latino-americano". Mas, no Infomoney, acabei de ler: "Em uma semana marcada pela volatilidade, Bovespa acumulou perdas de cerca de 7%". Questão talvez de estilo pessoal mesmo, como você disse. Quanto a dum e duma, no entanto, não tenho dúvida de que é rarissimamente encontrado na imprensa brasileira.
     
  36. Odinh Senior Member

    Belo Horizonte, MG
    Portuguese, Brasil
    'Num' e 'numa' são muito usados, tanto na escrita quanto na fala. Já 'dum' e 'duma' sofrem restrições, mormente na escrita. Na fala seu uso no Brasil é mais regional. Aqui em Belo Horizonte prefere-se o 'de (dji) um/uma', embora não seja totalmente estranho o uso da contração. Citando um exemplo paradigmático, eu nunca diria 'filho de uma p...', diria 'filho duma p...'. :D
     
  37. Dom Casmurro

    Dom Casmurro Senior Member

    Brazil Portuguese
    Não discordo de você. E até confesso que é dificílimo, para mim, escrever dum/duma com naturalidade. Você não percebeu, mas eu mesmo escrevi, ao fazer a apologia dessa contração: "por força de uma dessas idiossincrasias...". Na língua falada é diferente, como Odinh observou ("filho de uma p..." vs. "filho duma p..."). Mas mesmo em situações bem informais - e até exclamativas, como em "vou explicar de uma vez por todas!" - não é tão comum a ocorrência do dum/duma.

    Na verdade, o que me chateia nessas idiossincrasias é a maneira tirânica como se instalam nos nossos hábitos vocabulares. Nem sei se é uma questão de elegância ou de estilo. É, creio, uma arbitrariedade praticada, a partir de certo momento, por uma certa elite. Imagino, como hipótese meramente lúdica, uma imposição ditada por algum poderoso que, ao publicar seus editais, exigia dos redatores o expurgo do "dum e do "duma".

    Um exercício interessante seria catar, nos nossos autores clássicos, a quantidade de dum/duma que aparece nos seus textos. Se Machado de Assis usava essa contração, teremos a certeza de que até a sua morte, no comecinho do século XX, os brasileiros não tinham problemas com ela. Avancemos e verifiquemos se o Lima Barreto, e logo a seguir o Graciliano, e mais adiante o Mário de Andrade, e finalmente a Clarice Lispector, usavam ou não usavam "dum" e "duma". Com essa metodologia, será fácil determinar o período da nossa história em que a contração caiu em desuso - ou melhor, deixou de ser uma formação clássica para tornar-se vetusta.
     
  38. Outsider Senior Member

    Portuguese (Portugal)
    Vários escritores portugueses do século XX usaram livremente dum e duma. Mas na imprensa e em traduções, obras técnicas e documentos oficiais parece-me que a tendência é não fazer a contracção. Suponho que seja porque, ao contrário de outras contracções como do ou num, ainda acontece muito não se fazer contracção na linguagem falada mais formal. Por isso, as pessoas identificam não contrair com um registo mais cuidado, e como a escrita é por natureza formal acham impróprio usar as contracções quando escrevem.
     
  39. Dom Casmurro

    Dom Casmurro Senior Member

    Brazil Portuguese
     
  40. Alandria Senior Member

    Brasil - São Paulo
    Português
    Por outro lado, é bem mais fácil contrair na imprensa brasileira neste caso:

    "medo dele ser eleito"

    nas páginas portuguesas eu veria com muito mais freqüência:

    "medo de ele ser eleito"

    :D
     
  41. Macunaíma

    Macunaíma Senior Member

    Um ninho de mafagalfinhos
    português, Brasil
    Essa é uma contração comum na fala -mas que dificilmente seria vista em um jornal ou revista, convenhamos. Essa questão do sujeito de subordinada introduzido por preposição confunde -afinal é certo ou errado contrair? Veja estas frases e seus autores:

    "Antes dele avistar o palácio de Porto Alvo" -Camilo Castelo Branco
    "Antes do sol nascer, já era nascido" -Padre Antônio Vieira

    Essas eu tirei deste artigo: A Hora da Onça Beber Água
     
  42. Dom Casmurro

    Dom Casmurro Senior Member

    Brazil Portuguese
    O artigo é interessante. Entre outras coisas, ensina que não estamos no bom caminho quando falamos de "contração". Não se trata de contração, pelo que entendo, e sim de elisão. Ou não?
     
  43. Outsider Senior Member

    Portuguese (Portugal)
    Muitas contracções formam-se por elisão. São conceitos que não se excluem.
     
  44. Vanda

    Vanda Moderesa de Beagá

    Belo Horizonte, BRASIL
    Português/ Brasil
  45. bhagavan dasa

    bhagavan dasa Senior Member

    Brazil, portuguese
    Interessante o ponto da "palatalização" ou "desdentalização" se preferirem. O /duma/ só é possivel no nordeste e outras localidades não-palatalizadas. Aqui em Juiz de Fora (MG), como o "d" com "i" é /dzi/, o "duma" nunca acontece, senão que acontece a contração /dzuma/ (risos) que aos meus ouvidos (talvez preconceitusos por estudarem Letras) soa muito muito feio!
     
  46. Vanda

    Vanda Moderesa de Beagá

    Belo Horizonte, BRASIL
    Português/ Brasil
    Vizinho, fala aqui uma ubaense, vai me dizer que nós da Zona da Mata nunca dizemos aquela expressão usada por Dom Casmurro, filho duma...?!:eek::D
     
  47. bhagavan dasa

    bhagavan dasa Senior Member

    Brazil, portuguese
    ahahaahahahah! Essa expressão "nóis de minas fala" /duma/ porque os sons oclusivos são muito melhores que os africados para se chingar! (há estudos sérios sobre isso).
     
  48. Alandria Senior Member

    Brasil - São Paulo
    Português
    Já ouvi muitos paulistanos falarem "duma", acho que isso não tem nada a ver com o nordeste. Fora que os mais idosos de São Paulo, em geral, não palatalizam os dês e tês.
     
  49. Atlántico

    Atlántico Senior Member

    Norteamérica
    inglés
    Olá gente,

    Tenho uma pergunta sobre as palavras "duma" e "dum." Quero saber se existe um tipo da regra sobre o uso dessas palavras. Me parece que algumas pessoas dizem - que "duma" é demasiado coloquial, e também, é "poor taste" ou "inapropriado" para a escrita formal. Mas, eu não estou certa. O que vocês acham? Pode utilizar "duma" na escrita formal, ou é necessário usar as palavras completas (de uma, em vez de "duma")?

    Todos as sugestões são bem-vindos!

    atlántico

    P.S. - Eu sei que já há uma pergunta (a discussion thread) sobre este assunto no WR, mas as respostas foram contraditórias, e eu quero saber sobre o uso dessas palavras na *escrita formal/academica* - Obrigrado!
     
    Last edited: Dec 10, 2008
  50. Atomina the atomic nina

    Atomina the atomic nina Senior Member

    Lisboa
    Portuguese
    Olha amigo, eu pessoalmente acho coloquial, impróprio para escrita formal, e prefiro separar ("este texto é de um autor desconhecido" - embora "... é dum autor desconhecido" não seja erro).

    Mas há casos em que tem mesmo de se separar, ou seja, quando não significa posse nem procedência. ("O facto de um autor não ser conhecido não impede que seja apreciado").

    Para as minudências gramaticais vê no ciberdúvidas: http://www.ciberduvidas.com/resposta.php?id=3435
    HTH :)
     

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