Galego/portugués - infinitivo conxugado

Discussion in 'Português (Portuguese)' started by jonquiliser, Mar 17, 2007.

  1. jonquiliser

    jonquiliser Senior Member

    Headquarters
    Svediż tal-Finlandja
    Bos dias a tod@s :)

    Antes de nada, perdón por non escribir en portugués, é que coñezo moi mal a súa ortografía e pior a gramática... :eek: Mais vin outros posts en galego así que espero que me entendades!

    Agora a pregunta: como se usa o infinitivo conxugado? Teño lido algúns textos sobre o tema, mais non me queda moi claro o asunto. Douvos algúns exemplos, se por favor alguén podería dicir se está ben usado o infinitivo conxugado:

    O feito de teres marchado, fíxome dubidar das túas intencións.
    Ao irmos, a nosa amiga deunos un agasallo.

    Isto supón, claro, que o uso sería igual en galego e portugués, o cal quizáis non é o caso? Outra cousa; está contrucción é común ou só se emprega na lingua escrita?

    Aprecio calquiera axuda!
     
  2. Outsider Senior Member

    Portuguese (Portugal)
    Perfeitamente. Bem-vindo. :)

    É uma questão complexa. Penso que tivemos já alguns tópicos acerca dela. Aqui está um deles, e aqui mais um.

    Fazendo uma comparação com o espanhol, pode-se dizer que muitas vezes o infinitivo flexionado é usado onde o espanhol usa o presente do subjuntivo.

    Em outros casos, usa-se o infinitivo flexionado onde o espanhol tem o infinitivo normal. Por outro lado, a opção entre infinitivo flexionado e não flexionado em português é uma questão subtil e em certos casos subjectiva.

    Parece-me bem aplicado o infinitivo flexionado, embora na segunda frase eu usasse antes o indicativo, "Quando fomos..." ou "Quando íamos..."

    Boa pergunta. É possível que haja algumas diferenças...

    É muito comum em Portugal. Aliás, em certos casos em que tanto o infinitivo flexionado como o subjuntivo podem ser usados, é o primeiro que soa mais coloquial.
     
  3. jonquiliser

    jonquiliser Senior Member

    Headquarters
    Svediż tal-Finlandja
    Graciñas Outsider!! Non estiven segura de se preguntar no foro other languages mais pensaba que aquí poderían estar as persoas que poden axudar, e así foi! Non sabía que se chama "infinitivo flexionado", só busquei por "infinitivo conxugado", mais agora mirarei os tópicos que mencionaches. Moitas gracias! :)
     
  4. Outsider Senior Member

    Portuguese (Portugal)
    Também se pode dizer "infinitivo conjugado". E o termo mais usado é "infinitivo pessoal". :thumbsup:
     
  5. wolfceltic

    wolfceltic New Member

    Rio de Janeiro
    portuguese - Brazil
    Olá,

    Estou escrevendo pela primeira vez aqui e quando vi o tema "galego" fiquei logo entusiasmado. Gostaria de saber se você conhece o Portal Galego da Língua e o reintegracionismo na Galiza.

    Sou estudante de Direito mas um amante da Lingüística Histórica e, conseqüentemente, da ligação entre a língua galega e a portuguesa.

    Desde Já envio meus cumprimentos.
     
  6. jonquiliser

    jonquiliser Senior Member

    Headquarters
    Svediż tal-Finlandja
    Ola e bemvido ao foro!
    Nom sei se isto vai moi off-topic, mais em todo caso si, conheço a situaçom co reintegracionismo da Galiza um pouco, de ter vivido alá umha tempada. É um assunto bastante complexo...

    Se tal, manda um PM :).
     
  7. samlj Senior Member

    (de volta en) Santiago de Compostela
    Spanish, Galician/Spain
    Tal e como eu o vexo, o infinitivo conxugado úsase en galego para especificar a persoa cando esta non está definida aínda, que é o caso dos exemplos que ti puxeches; ou cando a persoa é diferente do verbo principal, e creo que incluso tamén se pode empregar de forma redundante.
    De tódolos xeitos, ca túa pregunta entroume a curiosidade e atopei isto, que creo que pode ser interesante:
    http://gl.wikibooks.org/wiki/Curso_de_lingua_galega/O_verbo/O_infinitivo_conxugado

    Por certo ¡tes un galego estupendo!
     
  8. samlj Senior Member

    (de volta en) Santiago de Compostela
    Spanish, Galician/Spain
    Por certo, acábome de decatar de que os dous exemplos que deches tamén son un exemplo de cando a persoa da acción do infinitivo é diferente da persoa do verbo principal, así que supoño que o máis correcto é usalo.
    E supoño que non haberá problema ningún por usárelo na escrita tamén.
     
  9. jonquiliser

    jonquiliser Senior Member

    Headquarters
    Svediż tal-Finlandja
    samlj, ¡moitas gracias (grazas :p)! guai ver que hai galegos tamén aquí, por se me xurdisen máis dúbidas :)
     
  10. Capitão Haddok

    Capitão Haddok Junior Member

    A Corunha
    Galiza (Espanha) Espanhol Português
    O uso do Infinitivo Flexionado ou Infinitivo Pessoal, é exactamente igual em galego e em português. Acontece, porém, que na Galiza é cada dia menos utilizado por causa da interferência do espanhol, que não conhece esse tempo. O equivalente em espanhol seria uma oração de conjuntivo iniciada por "que": "para ficarmos convictos" = "para que nos quedemos convencidos". Mas em português também pode ser opcionalmente substituído por uma oração desse género: "para que fiquemos convictos". E, aliás, em espanhol também é possível empregar, nesse contexto, o Infinitivo Impessoal (único existente nessa língua): "para quedar convencidos", embora se perca, então, a informação do sujeito. Já dentro do mundo lusófono, há quem faça normas acerca do uso do Infinitivo Pessoal, ou da escolha entre a forma pessoal ou impessoal (quer em galego, quem em português). Eu acho, contudo, e com Celso Cunha e Lindley Cintra (autores, se calhar não da mais completa, mas sim da mais intelingente) gramática desta língua, que, no fim de contas, vem a ser uma questão estilitística, antes que sintáctica. Na realidade só em poucas ocasiões é proibido ou obrigado utilizar uma ou outra forma. Por exemplo, em ordens ou anúncios públicos em que não há destinatário explícito, raro pode aparecer a forma flexionada: "Proibido estacionar" (por quê "proibido estacionarem" ou "estacionarmos"?). Mas podia-se julgar, na mesma, que se trata de uma forma flexiva, de terceira pessoa, com sujeito omisso: "qualquer pessoa", "alguém". "qualquer um", "não importa quem". Normalmente, quando puder ser substituído por uma oração de conjuntivo iniciada por "que", e não se verificar uma acumulação desnecessária de referências a um mesmo sujeito já especificado, deve preferir-se a forma pessoal. A este respeito, uma regra de ouro é nunca justapor duas formas pessoais: "para conseguirem resolver o enigma", ou "para conseguir resolverem o enigma", mas nunca "para conseguirem resolverem o enigma" (às vezes a escolha pode fazer mudar a semântica da frase). Aconselho-o, nisto e em outros pontos, desconfiar em geral da linguística galega "isolacionista", muito ideologizada, obcecada pela normativa, muito gramaticalista e pouco aberta. É pena que um finlandês tenha de aprender galego de forma separa do português. Acho um disparate linguístico, pedagógico e cultural.

     
  11. jonquiliser

    jonquiliser Senior Member

    Headquarters
    Svediż tal-Finlandja
    Capitão Haddok, graciñas! Vou ler as tuas explicacións máis detenidamente cando non teña tanto sono... :) En todo caso dicir que sen dúbida o galego normativo ou mesmo o "castrapo" é de moita máis utilidade na Galiza, do que é o galego reintegrado ou o portugués. :p Iso si, que aprender portugués unha vez coñezas o galego xa fai que sexa moitísimo máis doado. Polo menos entendo bastante do portugués escrito, e apáñome co portugués falado (ás veces... :eek: :D), só polo feito de entender galego.

    En fin, por agora, boas noites, e graciñas :)
     

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