vai em três anos

Discussion in 'Português (Portuguese)' started by reka39, Jan 5, 2013.

  1. reka39 Senior Member

    Italian
    Hello! What is the exact meaning of : vai em três anos que vinha visitar me ? Do you have other options to say the same thing? Thank you.
     
  2. artefacto_ Junior Member

    Utrecht, Netherlands
    Portuguese (European)
    "Vai em três anos" or "vai para três anos" means more or less the same as "faz/há três anos".

    I don't think the fragment makes sense because of the verb tense mismatch between the clauses. Maybe this is a Brazilian Portuguese idiosyncrasy; in Portugal we also say (though it's usually not deemed correct) "há três anos que não o via" instead of "havia três anos que não o via".
     
  3. reka39 Senior Member

    Italian
    Sorry! It was not: vai em três anos que vinha visitar me
    but
    vai em três anos que não vinha visitar me.
    could it be arcaic European Portuguese?
     
  4. Vanda

    Vanda Moderesa de Beagá

    Belo Horizonte, BRASIL
    Português/ Brasil
    I don't think so, we still use this expression around here.
     
  5. J. Bailica Senior Member

    Portugal
    Português - Portugal
    Tem a certeza quanto a isso do "mismatch"? Para dizer a verdade, eu acho que "há três anos que não o via" é uma frase correctíssima, apesar de sempre ter de lembrar (e sobretudo lembrar-me ) que os meus conhecimentos de português estão em linha, antes de mais nada, com o que noutros contextos se classificaria como "conhecimentos na perspectiva do utilizador" :).

    Hoje, agora, enfim, no presente, digo: «Há três que...»
    Se me tivesse a reportar a um momento passado, então sim:«Havia três anos...»; por exemplo: «Cacilda e Guidoforte encontraram-se uma única vez em todos estes anos; foi por ocasião do Jubileu da coroação de Alfredo da Borgonha. Havia três anos que...».

    Quanto ao "Vai em três anos", especificamente, parece-me uma expressão alternativa, talvez, mas de modo nenhum uma invenção recente ou coisa parecida (pareceu-me que alguém o sugeriu num destes posts...); pelo contrário, a mim parece-me coisa antiga e enraizada, embora cada vez menos usada.
     
  6. artefacto_ Junior Member

    Utrecht, Netherlands
    Portuguese (European)
  7. anaczz

    anaczz Senior Member

    À beira do Oceano Atlântico
    Português (Brasil)
    Parece que ambos os links confirmam o que diz J.Bailica.

    Penso que o tempo do verbo haver depende não só do tempo do outro verbo como também da ideia a ser expressa:

    Que bom que ele veio à festa ontem! Há três anos não o via. (nos últimos três anos não vi essa pessoa, mesmo o verbo ver estando no pretérito, a conta de aproximadamente três anos se faz a partir de hoje)

    Ele só apareceu no dia do meu casamento. Havia três anos que não o via. (três anos antes do dia do casamento, que foi no passado)

    Ele bem podia aparecer por aqui... Há três anos que não o vejo.
     
  8. artefacto_ Junior Member

    Utrecht, Netherlands
    Portuguese (European)
    Certo, não dependerá só do tempo. Mas parece-me que o que se quer transmitir quando se diz a primeira frase é que os três anos se contam desde ontem, não desde hoje. Afinal de contas, o tempo durante o qual eu não o vi não inclui o dia de hoje (e parte do dia de ontem). Por outro lado, se a frase transmite simplesmente a ideia de um ponto no tempo e não um intervalo, é fácil encontrar frases em que se combinam sem qualquer problema os dois tempos:

    - Há três anos, não eras assim.

    Como diz na segunda referência:

    No entanto, também não me parece que haja uma ligação imediata entre tempo verbal e natureza da ação. Por um lado, "não o vejo há dez anos" tem claramente um aspeto durativo e por outro "nessa altura, ele disse que o vira havia dez anos (= dez anos antes)" tem um aspeto pontual.
     
    Last edited: Jan 7, 2013
  9. marta12 Senior Member

    Portugal
    português
    Acho que em discurso indirecto fica melhor 'havia três anos que ela não o via' do que 'ela não o via há três anos', principalmente se for escrito. Não estão de acordo comigo?
     
  10. Carfer

    Carfer Senior Member

    Paris, France
    Portuguese - Portugal
    Sim, também acho preferível, mas cheira-me a que a forma predominante é a outra.
     

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