Brinquei-ó-bela

Juan Lázaro

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Spanish
Era agora a altura de falar de mim. Nao direi onde nasci, onde brinquei-ó-bela, nem quem sou.

No consigo entender qué quiere decir brinquei-ó-bela.

Gracias.
 
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  • Vanda

    Moderesa de Beagá
    Português/ Brasil
    Com certeza é uma brincadeira de infância, oriunda de Portugal. Esperemos para ver se alguém se lembra dela.
     

    Carfer

    Senior Member
    Portuguese - Portugal
    É de um romance português publicado em 1971.
    Obrigado.
    Podemos saber de que romance e de que autor? Pode ajudar a localizar o termo.

    É do 'Nikalai!Nikalai!' do José Rodrigues Miguéis. Tiro o chapéu à minha 'sócia', que foi quem descobriu a fonte. A descoberta, contudo, não nos adianta. A expressão não me diz nada, nem o pequeno fragmento do romance a que acedemos é esclarecedor. Só me ocorre que, à semelhança de outros textos em que Miguéis retrata emigrantes, se trate de alguma deturpação de uma expressão estrangeira, no caso, da língua que o narrador, aparentemente português de origem, quer fazer passar por sua. Ou então, uma expressão inventada. Há nela, aliás, um tom irónico perceptível.
     

    Juan Lázaro

    New Member
    Spanish
    Perfeitamente explicado, Carfer. Descreve certamente muito bem o autor. Não creio que seja uma expressão inventada, mais como você diz, "alguma deturpação de uma expressão estrangeira". Irónico, com certeza.
    Muito obrigado pela vossa ajuda. Esperemos que alguem nos possa dar uma pista.
     

    zema

    Senior Member
    Español Argentina
    Podemos saber de que romance e de que autor? Pode ajudar a localizar o termo.

    É do 'Nikalai!Nikalai!' do José Rodrigues Miguéis. Tiro o chapéu à minha 'sócia', que foi quem descobriu a fonte. A descoberta, contudo, não nos adianta. A expressão não me diz nada, nem o pequeno fragmento do romance a que acedemos é esclarecedor. Só me ocorre que, à semelhança de outros textos em que Miguéis retrata emigrantes, se trate de alguma deturpação de uma expressão estrangeira, no caso, da língua que o narrador, aparentemente português de origem, quer fazer passar por sua. Ou então, uma expressão inventada. Há nela, aliás, um tom irónico perceptível.
    ¿No hará referencia a este poema, Carfer? Supongo que es o habrá sido famoso en Portugal porque llegué al mismo indirectamente, por citas en textos de otros autores.

    Anjo sem pátria, branca fada errante,
    perto ou distante que de mim tu vás,
    há-de seguir-te uma saudade infinda,
    hebreia linda, que dormindo estás.

    Onde nasceste? onde brincaste, ó bela;
    rosa singela que não tens jardim?
    Em Jafa? em Malta? em Nazareth? no Egito?...
     

    Juan Lázaro

    New Member
    Spanish
    Zema:

    ¡Maravilloso! ¡Espectacular!

    Os estoy sumamente agradecido.

    Además, es seguro que se trata de una referencia a ese poema, titulado"A judia", que concuerda totalmente con el contexto en el que JRM usa la expresión.
     

    Carfer

    Senior Member
    Portuguese - Portugal
    Grande tiro, zema. Também digo espectacular.

    P.S. Parece-me que é altura de nós, nativos, nos pormos a pau. Quando é uma francesa que localiza um texto de um autor português e um argentino que disponibiliza a respectiva interpretação, alguma coisa não bate certo connosco, não?
     
    Last edited:

    zema

    Senior Member
    Español Argentina
    Grande tiro, zema. Também digo espectacular.

    P.S. Parece-me que é altura de nós, nativos, nos pormos a pau. Quando é uma francesa que localiza um texto de um autor português e um argentino que disponibiliza a respectiva interpretação, alguma coisa não bate certo connosco, não?
    Por mi parte, cuando aparece algún "enigmático", me gusta ponerme un rato a ver si encuentro alguna pista que ayude a desvendar el misterio. Es cierto que la mayoría de las veces no funciona, pero de vez en cuando y si hay suerte "mi perro caza una mosca". Se logre o no, igualmente me resulta interesante, y es siempre ocasión de aprender cosas nuevas.
     

    Ari RT

    Senior Member
    Português - Brasil
    Excelente pergunta. Belo desafio ele tem pela frente.
    Deixar como está por fidelidade ao texto original leva a nenhuma referência na língua alvo e para o público alvo.
    Tirar o ó-bela evitaria a confusão, mas seria amputar o original.
    Eu tentaria buscar uma referência nos clássicos espanhóis, no El Cid, no Quijote... e faria o enxerto dessa referência no lugar do ó-bela. É um bocado de trabalho por cinco letrinhas.
     
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