Concordância em frases imperativas com vocativos como “pessoal”

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meencantesp

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Portuguese - Brazil
Em frases imperativas com vocativos como “pessoal”, “gente” e semelhantes o verbo ficar no plural está correto? Isto é:
  • “Pessoal, façam o que pedi.”
  • “Gente, tomem cuidado com isso.”
Surgiu-me a dúvida porque, apesar de expressarem ideia coletiva, vocativos como esses estão no singular, o que me fez pensar que talvez o correto fosse: “Pessoal, faça o que pedi” e “Gente, tome cuidado com isso”. Não sei. O que é que dizem sobre a questão?
 
  • jazyk

    Senior Member
    Brazílie, portugalština
    Se usar um pronome possessivo de segunda pessoa, verá que não faz sentido: gente, traz o teu prato. Já Gente, tragam os seus pratos é gramatical. Logo, o verbo deve estar no plural.
     

    RodrigoFV

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    Português
    Em frases imperativas com vocativos como “pessoal”, “gente” e semelhantes o verbo ficar no plural está correto? Isto é:
    • “Pessoal, façam o que pedi.”
    • “Gente, tomem cuidado com isso.”
    Surgiu-me a dúvida porque, apesar de expressarem ideia coletiva, vocativos como esses estão no singular, o que me fez pensar que talvez o correto fosse: “Pessoal, faça o que pedi” e “Gente, tome cuidado com isso”. Não sei. O que é que dizem sobre a questão?
    No registro culto, que me parece ser o que lhe interessa, não se usariam nem gente nem pessoal como vocativos.

    Já ao registro coloquial não faz sentido aplicar os parâmetros do culto. No coloquial, não se usaria o imperativo, mas o presente do indicativo, e, por isso, no terceiro exemplo, não haveria a mistura de pronomes das segunda e terceira pessoas do singular, tão característica da fala e até da escrita em português brasileiro:

    Pessoal, faz o que eu pedi.
    Gente, toma cuidado com isto.
    Gente, traz o seu prato.

    Apesar de coincidirem com a flexão do verbo conforme a segunda pessoa do singular no modo imperativo, essas formas estão, segundo o que é consensual na linguística brasileira, no presente do indicativo. Os dois únicos verbos usados no imperativo na fala e escrita coloquiais do PB são ser e estar, e o são na terceira do singular:

    João, esteja pronto às nove.
    Maria, seja uma boa menina.

    Se usássemos a segunda do singular no modo imperativo, diríamos, “João, está pronto às 9 horas” e “Maria, sê uma boa menina”.

    Por isso, nas regiões do Brasil em que se usa tu e ti (em todas se usa te, mesmo naquelas em que sempre se emprega você em lugar de tu), só aparentemente é que não haveria mistura de pessoas em “Gente, traz o teu prato”, porque “traz” está aí no presente do indicativo, e, portanto, corresponde à terceira, e não à segunda, do singular.

    Esta análise é feita segundo pressupostos pragmáticos, descritivos do uso real, e não prescritivos, que seriam os da gramática normativa.
     
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    guihenning

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    Português do Brasil
    No registro culto, que me parece ser o que lhe interessa, não se usariam nem gente nem pessoal como vocativos.
    Todo português dito ou escrito por falante escolarizado é culto. Talvez o que tenha querido dizer seja "português-padrão" e, ainda assim, não há nenhuma censura a este uso. Registro formal, talvez?
     

    jazyk

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    Brazílie, portugalština
    Todo português dito ou escrito por falante escolarizado é culto.
    Conheço brasileiros com nível universitário que escrevem mais em vez de mas e graças à Deus em vez de graças a Deus. Li uma vez que grande parte (não lembro a percentagem) de professores universitários no Brasil são analfabetos funcionais. O que produzem é português culto? Para mim não, mas não é a minha opinião que conta.
     

    guihenning

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    Português do Brasil
    Conheço brasileiros com nível universitário que escrevem mais em vez de mas e graças à Deus em vez de graças a Deus. Li uma vez que grande parte (não lembro a percentagem) de professores universitários no Brasil são analfabetos funcionais. O que produzem é português culto? Para mim não, mas não é a minha opinião que conta.
    Eu também os conheço, jazyk. O que aprendi com Carlos Alberto Faraco é isso, que o português culto é o português produzido por gente escolarizada, independente do quão correto ou prestigioso seja. O que acontece é que há sempre uma confusão entre o que é português culto e o que é português padrão. A língua padrão diz que antes de particípios não pode haver pronome átono, mas o português culto do Brasil, escrito pelo mais ignaro dos analfabetos funcionais e por consagrados escritores costuma ignorar sumariamente essa regra. O português padrão também não diz que certas preposições tenham mais afinidade por próclise, entretanto o português europeu culto parece fazer cada vez mais uso de próclise onde "não deveria" e por aí vai.
     

    jazyk

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    Brazílie, portugalština
    Eu sei de tudo isso. A minha formação é parecida com a sua. Simplemente não concordo com essa designação.
     

    RodrigoFV

    Member
    Português
    Todo português dito ou escrito por falante escolarizado é culto. Talvez o que tenha querido dizer seja "português-padrão" e, ainda assim, não há nenhuma censura a este uso. Registro formal, talvez?
    Eu certamente não usei os termos em conformidade com o valor que se lhes atribui em linguística, porque não sou linguista, pelo que até deveria ter evitado o uso de jargões que não domino.

    Eu diria que a “censura” vem da situação: alguém numa situação de fala monitorada, que se preocupa a este ponto com a concordância, a que o falante brasileiro em geral, mesmo o culto, não tem dado muita importância (inclusive à concordância nominal), certamente escolheria outros termos que não “gente” nem “pessoal” como vocativos.

    Enfim, o estranho é aplicar parâmetros que têm que ver com uma situação de fala que, no PB, seria considerada muito monitorada a uma em que se usam vocativos de cariz informal.
     

    RodrigoFV

    Member
    Português
    Conheço brasileiros com nível universitário que escrevem mais em vez de mas e graças à Deus em vez de graças a Deus. Li uma vez que grande parte (não lembro a percentagem) de professores universitários no Brasil são analfabetos funcionais. O que produzem é português culto? Para mim não, mas não é a minha opinião que conta.
    Não sei se é bem como disse o Guihenning, que todo português produzido por falante escolarizado é considerado culto, mas certamente o conceito tem mais relação com médias do que com a sua ou com a minha opinião.

    José de Alencar já propunha que se acentuasse todo á, independentemente de ser artigo definido, preposição ou crase de artigo e de preposição. O erro do brasileiro tem menos que ver com uma deficiência intelectual congênita ou escolaridade insuficiente do que com a inexistência de diferenciação entre os sons, que são bem diferentes para os portugueses.
     

    jazyk

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    Brazílie, portugalština
    Várias línguas têm homófonos e parônimos. Se um alemão, um checo, um espanhol ou qualquer outra nacionalidade podem diferenciar uma forma da outra por meio do estudo, o brasileiro também pode. É só querer aprender.
     

    RodrigoFV

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    Português
    Várias línguas têm homófonos e parônimos. Se um alemão, um checo, um espanhol ou qualquer outra nacionalidade podem diferenciar uma forma da outra por meio do estudo, o brasileiro também pode. É só querer aprender.
    É verdade, e também entre alemães, tchecos e espanhóis há quem cerre fileiras entre os que julgam pôr à beira do abismo a Civilização Ocidental todo aquele que põe uma preposição em lugar da que seria de esperar; quem as cerre entre os que defendem que cada um escreva do modo como lhe aprouver, porque toda censura é preconceito linguístico; e quem esteja entre os dois extremos e julgue o nível cultural alheio por muitos outros indicadores, bem mais importantes que a posição do clítico.

    Não é por iniciar frase com pronome oblíquo nem por enxergar crase onde não existe nenhuma que 75% dos brasileiros são analfabetos funcionais. A dificuldade de concatenar ideias de forma coerente num período coeso é um indicador melhor desse analfabetismo funcional do que esses pormenores.

    Não sou nenhum defensor do vale-tudo linguístico, mas me parece que, frequentemente, se dá peso demasiado a erros que têm correlatos no registro culto de outras línguas e até de outras variantes do português e cujo cometimento não só passa despercebido como não é nem sequer mais visto como erro, mesmo quando o erro é expressamente apontado a quem o cometeu. Tome-se, como exemplo, a mistura da segunda e da terceira pessoas do plural no PE em frases como “Tragam os vossos cadernos até à minha mesa, por favor”. No Brasil, a mistura, que aqui é feita entre a segunda e a terceira pessoas do singular, era vergastada, mais que simplesmente censurada, como se fosse crime de lesa-pátria.

    Enfim, as minhas críticas coincidem com a do Marco Neves, no blogue Certas Palavras, e são dirigidas mais a certas atitudes relacionadas com o tratamento do erro, como se fosse um sinal de deficiência intelectual ou até de falha moral, que com a correção em si.

    Enfim, não é corrigir ou não o erro alheio o que distingue alguém verdadeiramente interessado em que alguém aprenda, mas o modo de corrigi-lo.
     

    RodrigoFV

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    Português
    Eu acho que ouvi mais Dá licença, gente! do que Dêem licença, gente!
    Eu acho que você ouviu SOMENTE “Dá licença, gente”, a menos que tenha encontrado (encontrasse, para quem vê galicismo no uso do pretérito perfeito composto, em lugar do pretérito imperfeito, do subjuntivo, na correlação temporal com o pretérito perfeito do indicativo) algum bacharel em Letras ou algum advogado que se compraza em procurar pêlo (pré-AO) em ovo ou chifre em cabeça de cavalo; enfim, alguém do tipo que nos obriga a dar explicações entre parênteses para que não atribuam a nossa posição à ignorância pura e simples.
     
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    RodrigoFV

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    Português
    Concordo que pode se escutar isso no dia a dia, mas se alguém falar "façam o que eu pedi", "tomem cuidado", etc, não vai soar como algo extremamente culto, pra mim soa bem natural.


    De fato.
    Na verdade, eu não disse que “Pessoal, façam o que eu pedi” seria ouvida como uma frase culta, muito menos extremamente culta, mas sim que não formularia esta frase deste jeito quem tivesse o mesmo tipo de preocupação que o autor do tópico parece ter.
     

    guihenning

    Senior Member
    Português do Brasil
    Eu diria que a “censura” vem da situação: alguém numa situação de fala monitorada, que se preocupa a este ponto com a concordância, a que o falante brasileiro em geral, mesmo o culto, não tem dado muita importância (inclusive à concordância nominal), certamente escolheria outros termos que não “gente” nem “pessoal” como vocativos.
    Sim, claro. Entendido. A minha postagem se referia antes ao fato de que mesmo neste fórum muitas vezes se faz essa confusão, mas também justamente porque o termo "português culto" traz embutida uma imagem pronta por conta do significado de "culto".
    Mas bem, a nomenclatura nacional ou mesmo a lusófona não é lá muito esclarecedora, vide "futuro do pretérito" ou mesmo, veja-se, "e mudo".
     

    RodrigoFV

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    Português
    Sim, claro. Entendido. A minha postagem se referia antes ao fato de que mesmo neste fórum muitas vezes se faz essa confusão, mas também justamente porque o termo "português culto" traz embutida uma imagem pronta por conta do significado de "culto".
    Mas bem, a nomenclatura nacional ou mesmo a lusófona não é lá muito esclarecedora, vide "futuro do pretérito" ou mesmo, veja-se, "e mudo".
    De acordo, rs.
     

    guihenning

    Senior Member
    Português do Brasil
    De acordo, rs.
    Na verdade a mensagem que era para ter citado em #18, mas que por algum motivo não funcionou, é esta aqui:
    Eu certamente não usei os termos em conformidade com o valor que se lhes atribui em linguística, porque não sou linguista, pelo que até deveria ter evitado o uso de jargões que não domino.
    Sim, claro. Entendido. A minha postagem se referia antes ao fato de que mesmo neste fórum muitas vezes se faz essa confusão, mas também justamente porque o termo "português culto" traz embutida uma imagem pronta por conta do significado de "culto".
    Mas bem, a nomenclatura nacional ou mesmo a lusófona não é lá muito esclarecedora, vide "futuro do pretérito" ou mesmo, veja-se, "e mudo".



    Pronto. Agora sim.
     

    meencantesp

    Senior Member
    Portuguese - Brazil
    No coloquial, não se usaria o imperativo, mas o presente do indicativo, e, por isso, no terceiro exemplo, não haveria a mistura de pronomes das segunda e terceira pessoas do singular, tão característica da fala e até da escrita em português brasileiro:

    Pessoal, faz o que eu pedi.
    Gente, toma cuidado com isto.
    Gente, traz o seu prato.
    Eu diria que a “censura” vem da situação: alguém numa situação de fala monitorada, que se preocupa a este ponto com a concordância, a que o falante brasileiro em geral, mesmo o culto, não tem dado muita importância (inclusive à concordância nominal), certamente escolheria outros termos que não “gente” nem “pessoal” como vocativos.
    mas sim que não formularia esta frase deste jeito quem tivesse o mesmo tipo de preocupação que o autor do tópico parece ter.
    Pode até me chamar de louco, mas sempre ouvi frases como essas. E não vivo numa realidade paralela, creio. Eu aliás sempre usei essas formas que primeiro listei, e foi só refletindo sobre a minha própria fala (aí sim fugindo ao que seria o “natural”) que percebi que quem sabe fosse mais lógico usar o imperativo de outras maneiras. Sendo assim, eu usar o imperativo “façam” (o que me parece natural, já que “gente” e “pessoal” são palavras que deixam claro um plural) não tem relação com eu prestar especial atenção à minha fala, tanto que, como mostrou, eu uso “gente” e “pessoal” concomitantemente a isso, o que já denota que se trata de fala coloquial.

    Mas de resto, apesar de me ter sido complexa a explicação dada, agradeço a resposta.

    E não posso deixar de dizer que a discussão linguística aqui feita me interessou.
     
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    RodrigoFV

    Member
    Português
    Pode até me chamar de louco, mas sempre ouvi frases como essas. E não vivo numa realidade paralela, creio. Eu aliás sempre usei essas formas que primeiro listei, e foi só refletindo sobre a minha própria fala (aí sim fugindo ao que seria o “natural”) que percebi que quem sabe fosse mais lógico usar o imperativo de outras maneiras. Sendo assim, eu usar o imperativo “façam” (o que me parece natural, já que “gente” e “pessoal” são palavras que deixam claro um plural) não tem relação com eu prestar especial atenção à minha fala, tanto que, como mostrou, eu uso “gente” e “pessoal” concomitantemente a isso, o que já denota que se trata de fala coloquial.

    Mas de resto, apesar de me ter sido complexa a explicação dada, agradeço a resposta.

    E não posso deixar de dizer que a discussão linguística aqui feita me interessou.
    É, de fato, muito natural, um caso típico de concordância ideológica. Não foi a naturalidade da construção "Gente, façam o que eu pedi" que pus em causa, mas a própria pergunta sobre a sua correção, que pressupõe a adoção de parâmetros normativos estranhos à coloquialidade das frases usadas como exemplo.

    Respondendo mais diretamente à sua pergunta: "Gente, façam o que eu pedi" e "Gente, faz o que eu pedi" estão igualmente corretas, pois há concordância ideológica no primeiro caso, e, no segundo, a boa e velha concordância* de sempre.

    * Em português europeu, suponho que "Gente, faz o que eu pedi" seja agramatical, porque "faz" corresponde, nessa variante, à flexão do verbo na segunda pessoa do singular, no modo imperativo, de modo que a substituição dessa frase por "Gente, faz o que eu te pedi" seria mesmo pertinente para salientar a agramaticalidade da construção. Não seria pertinente, todavia, na variante brasileira, na qual nem sequer "Gente, faz o que eu te pedi" seria agramatical, já que "faz" corresponde a flexão do verbo na terceira pessoa do singular, no presente do indicativo, e "te" sempre aparece, na fala coloquial, onde "lhe" apareceria na fala culta.
     
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    meencantesp

    Senior Member
    Portuguese - Brazil
    Não é por iniciar frase com pronome oblíquo nem por enxergar crase onde não existe nenhuma que 75% dos brasileiros são analfabetos funcionais.
    Uma dúvida: a intenção sua ao pôr essas duas coisas juntas foi a de lhes atribuir equivalência? É que ao meu ver não são igualáveis.

    Na minha opinião, as regras de colocação pronominal são anárquicas, de tal forma que aprendê-las não indica entendimento de muita coisa, senão boa capacidade de memorização. No entanto, enxergar, inclusive enquanto fala, que existe a contração de uma preposição com um artigo indica conhecimentos variados: artigos, preposições, regências verbal e nominal, etc. Com efeito, quando alguém diz que “não sabe crase”, na verdade não sabe sobre os assuntos referidos, isto é, tem um conhecimento gramatical falho.

    A propósito, para ensinar aos seus alunos o fenômeno da crase, não sei se sabem, é comuníssimo os professores de português brasileiros terem por método de ensino a decoreba. Não constitui evidência para os alunos que antes de palavras masculinas não possa estar presente artigo feminino, por exemplo, e por isso os mestres nem tentam explicar o assunto usando termos como “artigo”, “preposição” (ui! que autoritarismo!) e outros. Por vezes tenho lá as minhas suspeitas de que os próprios professores tenham aprendido a crase (palavra que para muitos significa o mesmo que o diacrítico `) desse modo.
     
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    pfaa09

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    Portugal - Portuguese
    Em português europeu, suponho que "Gente, faz o que eu pedi" seja agramatical
    É óbvio que sim. Se eu quiser usar o verbo no singular, então tenho de falar com um representante desse grupo.
    Eu ao dizer "Gente! / Malta! / Pessoal", estou a poupar-me a mim e àqueles a quem me dirijo, ou seja, não preciso chamá-los individualmente.
     

    S.V.

    Senior Member
    Español, México
    Em frases como "Bem, pessoal, todos vocês leram o relatório", "Gente, vocês todos estão convidados", esse vocês pode se tornar tácito. Em inglês e espanhol a coisa também é volátil :p, mas alguns livros aceitam sua concordância desde que não sejam sujeito-verbo diretamente. Porque esta é correta, “Gente, vocês todos tomem cuidado com isso", podem dizer que o referente é omitido. A mesma estructura que sem gente (Tomem cuidado!, com referente tácito).

    Espero que estén todos bien.
     
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