em meio aos ardis do amor

Billie Ro

Senior Member
Spanish (Spain)
Saludos a todos.
No tengo claro qué dice la fase que marco en negrita. ¿Alguien podría echarme una mano?


o marido defendia a honra de sua esposa mesmo emmeio aos ardis do amor.

¿Se refiere a que el marido era infliel?, ¿que defendía la honra de su esposa pese a acostarse con otras?

Gracias.
 
  • Carfer

    Senior Member
    Portuguese - Portugal
    Possivelmente. Sem mais, é o que dá a entender. Suponho que esta sua questão referir-se-á ainda a algum dos contos de "O calor das coisas" da Nélida Piñon. Infelizmente, não tenho acesso a todos e uma simples frase é muito pouco para poder dar uma resposta com segurança. Não pode pôr mais contexto?
     

    Billie Ro

    Senior Member
    Spanish (Spain)
    Buenos días. Recupero este post que veo que nunca llegó a desarrollarse. Lo aprovecho para plantear una nueva duda sobre la misma palabra, que me confunde en este contexto:

    Meu sexo, porém, era hostil. Sofria por não habitar os ardis de mulher, por não lhe ouvir os estertores lancinantes em uníssono com os meus.

    No tengo claro si utilizando un sentido figurado que se refiere a la fruición del sexo femenino. La mujer es una chica hermosa, postrada en una silla de ruedas, con la que nunca ha tenido contacto físico, pero lo desea.

    Gracias de nuevo.
     

    Carfer

    Senior Member
    Portuguese - Portugal
    Só lhe posso responder como no meu post anterior, não me parece que haja elementos suficientes para uma resposta segura. Um 'ardil' é uma artimanha, uma astúcia, um estratagema para enganar alguém. 'Habitar' talvez esteja no sentido de 'albergar', de ter no íntimo, mas a construção é muito estranha, pelo menos no português daqui, porque, se fosse esse o caso, o que poderíamos dizer seria 'Sofria por nele não habitarem os ardis de mulher'. Se, tal como está escrito e parece, o sujeito de habitar for 'meu sexo', não compreendo como é que, tomando 'habitar' no seu sentido habitual, 'meu sexo' pode habitar 'ardis'. Um ardil não me parece susceptível de ser habitado, nem, obviamente, em sentido próprio, nem mesmo no figurado, a menos que retorçamos muito o significado do verbo.
     

    Ari RT

    Senior Member
    Português - Brasil
    Também supus inicialmente que o sujeito de "sofrer" fosse "meu sexo". Por que outra razão teria sido incluída a sentença? No entanto, depois de escrever o post acima, que já excluí, dei-me conta de que se segue um "por não lhe ouvir os estertores lancinantes em uníssono com os meus", donde concluo que o sujeito de sofrer é o narrador e não seu sexo.
    Se for mesmo de Nélida Piñon, alguma liberalidade linguística é esperada, uma prosa menos canônica. Além disso, a revolta pela "normalidade" como era vista a submissão da mulher ao homem é tema algo recorrente em sua obra, especialmente no início da carreira. Eu não me surpreenderia se esse habitar significasse "ter como domus suam", ter como morada, conquistar (como o sitiante conquista o "lar" do sitiado e o faz seu), estabelecer relação de pertinência.
    Redefinido o "habitar", poderíamos pensar em "ardis" como o jeito feminino de ser, a feminilidade substantivada.
    Nesse caso, "Eu sofria por aquela mulher não ser a minha casa, meu endereço, o lugar associado a mim."
    Mas tudo isso são suposições sobre a suposição de Carfer de que se trata de N. Piñon. Para uma resposta com maior probabilidade de aproximar-se da intenção do autor/autora, seria preciso muito mais contexto.
     
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    Billie Ro

    Senior Member
    Spanish (Spain)
    Gracias a los dos. Lo cierto es que el resto del contexto no ayuda a entender la frase. En efecto, el autor se permite licencias lingüísticas complejas y poéticas, que en ocasiones resultan difíciles de trasladar a otra lengua, a menos que una se tome sus propias licencias en el idioma de destino a fin de que se pueda entender sin perder el valor poético. Se me ocurre interpretar ese "ardid femenino" simplemente como el sexo femenino, los genitales en sí mismos, ya que este personaje mitifica el sexo (al que no tiene acceso en este caso), y lo enaltece como algo enigmático y fascinante que lo desconcierta.
     
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