Imperativo para terceiras pessoas

Antonio d'Oliveira

Senior Member
Português - Brasil
É realmente necessário o imperativo para as terceiras pessoas? Não seria melhor esquecê-lo? Até ajudaria em não o confugirmos com o subjuntivo. Nem faz sentido dar ordens a alguém que não esteja na nossa frente.
 
  • machadinho

    Senior Member
    Português do Brasil
    E se a pessoa na nossa frente estiver sendo tratada por 'você' ou 'o senhor', como faremos?
     

    Antonio d'Oliveira

    Senior Member
    Português - Brasil
    E se a pessoa na nossa frente estiver sendo tratada por 'você' ou 'o senhor', como faremos?
    Não sei quanto a você, mas dar ordens a superiores e pessoas desconhecidas não me soa muinto educado. O melhor seria dizermos só "A senhora me indica o caminho do teatro municipal?/ A senhora pode indicar-me o caminho do teatro?" em vez de "Indique-me o caminho do teatro municipal".
     

    machadinho

    Senior Member
    Português do Brasil
    Concordo, Tadeu. Mas, veja, usamos 'você' também com conhecidos e com não superiores. Precisamos do imperativo no mínimo para esses casos. Eu mesma acabei de usar o imperativo na terceira pessoa espontaneamente com você há pouco:
    Use 'deletar' ou ponha um verbo auxiliar na frente.
    E como ficará o pobre do parlamentar numa altercação de cunho mais civilizado? "Vossa Excelência cale a boca e me respeite".
     

    Antonio d'Oliveira

    Senior Member
    Português - Brasil
    Concordo, Tadeu. Mas, veja, usamos 'você' também com conhecidos e com não superiores. Precisamos do imperativo no mínimo para esses casos. Eu mesma acabei de usar o imperativo na terceira pessoa espontaneamente com você há pouco:

    E como ficará o pobre do parlamentar numa altercação de cunho mais civilizado? "Vossa Excelência cale a boca e me respeite".
    Mas não concorda comigo que você e vocês são segunda pessoa, mesmo que tenha a conjugação das terceiras?
     
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    aprendiendo argento

    Senior Member
    Slovenian
    Com licença. Como posso ir ao Banco de Portugal?
    -Pode apanhar o carro eléctrico número 5, ou o autocarro numero 2.
    É longe? Posso ir a pé?
    -Não, é perto. Só l5 minutos a pé. O senhor vai sempre em frente.
    Headstart, Portuguese program


    O uso do indicativo em vez do subjuntivo (Vá sempre em frente) em português de Portugal.

    No Brasil, é comum se ouvir Dão licença em vez de Deem licença!.
    (E o tom da frase nem é um de pergunta Dão licença? mas soa decrescente, algo como Dão licença! ou Dão licença.)

    Favor refletirem
    (em vez de reflitam, por favor ;) que soa um pouco grosso)
     
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    Antonio d'Oliveira

    Senior Member
    Português - Brasil
    Com licença. Como posso ir ao Banco de Portugal?
    -Pode apanhar o carro eléctrico número 5, ou o autocarro numero 2.
    É longe? Posso ir a pé?
    -Não, é perto. Só l5 minutos a pé. O senhor vai sempre em frente.
    Headstart, Portuguese program


    O uso do indicativo em vez do subjuntivo (Vá sempre em frente) em português de Portugal.

    No Brasil, é comum se ouvir Dão licença em vez de Deem licença!.
    (E o tom da frase nem é um de pergunta Dão licença? mas soa decrescente, algo como Dão licença! ou Dão licença.)

    Favor refletirem
    (em vez de reflitam, por favor ;) que soa um pouco grosso)
    Ninguém do Brasil fala assim, que eu saiba, e quanto a troca de indicativo pelo subjuntivo, isso também é normal no Brasil.
     

    guihenning

    Senior Member
    Português do Brasil
    Ninguém do Brasil fala assim, que eu saiba
    Como não? Os brasileiros sempre trocam o imperativo pelo indicativo quando podem, sobretudo se a ordem ou pedido for duma pessoa a outra.
    Nem faz sentido dar ordens a alguém que não esteja na nossa frente.
    Não seria melhor esquecê-lo? Até ajudaria em não o confugirmos com o subjuntivo.
    Vem pra Caixa você também! Vem!
    Mude pr' o Itaú para poder crescer
    Não fale com o motorista!
    Acomode a sua bagagem de mão nos compartimentos superiores ou embaixo do assento à sua frente
    Afivele o seu cinto de segurança sempre que o aviso luminoso de atar cintos for ligado
    — Para fechar o cinto, insira a ponta de metal dentro da fivela. Para abri-lo, puxe a parte superior
    — Caso um equipamento eletrônico caia no vão do assento, não tente removê-lo. Informe a tripulação imediatamente
    — Para a decolagem, feche e trave a sua mesa de refeições e coloque a sua poltrona na posição vertical
    Localize a saída de emergência mais próxima, que poderá estar atrás de você.
    Localize o seu equipamento de flutuação indicado no assento à sua frente; se for um colete salva-vidas, você o encontrará embaixo do seu assento: retire-o da embalagem, coloque-o sob a cabeça, afivele-o e o ajuste à sua cintura
    Puxe a máscara, coloque-a sobre o nariz e a boca, ajuste o elástico e respire normalmente.
     
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    machadinho

    Senior Member
    Português do Brasil
    Sim, o interlocutor (um ser humano) é uma segunda pessoa mas a morfologia do verbo (uma palavra) é de terceira pessoa. Cuidado com a ambiguidade de 'pessoa'.
     

    machadinho

    Senior Member
    Português do Brasil
    Só que tem toda uma literatura de séculos na qual os imperativos que não estão aí, aparecem. Então é preciso aprender tudinho bonitinho, tá?
     

    guihenning

    Senior Member
    Português do Brasil
    Acrescente-se que, sim, pode-se expressar um imperativo, por assim dizer, a uma terceira pessoa. A volição é igualmente expressa através do subjuntivo, mas geralmente com a adição de “que” «ele que se resolva!»; «eles que façam o que têm de fazer!». É também uma forma de imperativo para outras pessoas do discurso «você que se esperte!» ou expressa igualmente um desejo «ah, que se dane!»
    Para alguém que parece sempre prezar pela norma, me pareceu engraçado que tenha querido criar caso com o sistema verbo-pronominal do português.
     
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