para chorradas las que aceptan los diccionarios

Dymn

Senior Member
Olá,

Será que existe esta estrutura em português? É empregada quando alguém usa uma palavra (X) e o interlocutor diz que isso não é grande espingarda, que o que diz ele é que é X. Por exemplo numa discussão filológico encontrei:

- Pronto ya podrás dejar de decir chorradas.
- Para chorradas las que aceptan los diccionarios.

- Cedo já vais poder deixar de dizer parvoíces.
- Para parvoíces as que aceitam os dicionários.
(?)


Ou devemos reformular a frase?

Muito obrigado
 
  • Carfer

    Senior Member
    Portuguese - Portugal
    E melhor reformular, sobretudo na escrita. Na oralidade, o modo como se diz pode suprir a ausência do verbo, mas na escrita a frase fica quase ininteligível. Acho preferível 'Para parvoíces, bastam/chegam as que aceitam os dicionários'.
    'Cedo já' também não está bem.
    'Em breve, vais poder deixar de dizer parvoíces'
    'Já vais poder deixar de dizer parvoíces'
    'Pronto, já vais poder deixar de dizer parvoíces'
    (aqui 'pronto' pode ser ou uma muleta linguística sem significado real ou a interjeição que põe termo a algo, significando que não há mais nada a dizer ou fazer. Não é o advérbio que, no caso, equivaleria ao 'pronto' espanhol.)
     

    Ari RT

    Senior Member
    Português - Brasil
    As estruturas mais próximas que me ocorrem são
    - Parvoíces são as coisas que os dicionários aceitam.
    - De parvoíces os dicionários é que estão cheios.

    Esse "para" comparativo em ES às vezes aparece como "de" em PT:
    - Eu tenho trabalhado de sol a sol.
    - De trabalho duro entendo eu (para trabajo duro lo mio).

    Ou "como":
    - Prefiro os carros japoneses como veículos familiares e os alemães como taxis. (Para la familia coches japoneses, para taxi los alemanes.)

    Ou ainda com repetição da coisa comparada:
    - Este computador é de boa marca.
    - Marca por marca, prefiro os da WRF. (Para marca WRF)

    Em tempo e apenas como curiosidade, a palavra "parvoíce" é praticamente desconhecida no Brasil. Usaríamos "bobagens", "asneiras", "absurdos". Parvo, sua raiz, tampouco se usa, nem na acepção depreciativa usada em Portugal, de pessoa tonta, idiota, apalermada, nem na neutra espanhola, de pequeno, infantil, simplório. O espanhol que quisesse abrir uma escola infantil no Brasil e a chamasse "parvulário" não teria um só aluno.
     

    gato radioso

    Senior Member
    spanish-spain
    E melhor reformular, sobretudo na escrita. Na oralidade, o modo como se diz pode suprir a ausência do verbo, mas na escrita a frase fica quase ininteligível. Acho preferível 'Para parvoíces, bastam/chegam as que aceitam os dicionários'.
    'Cedo já' também não está bem.
    'Em breve, vais poder deixar de dizer parvoíces'
    'Já vais poder deixar de dizer parvoíces'
    'Pronto, já vais poder deixar de dizer parvoíces'
    (aqui 'pronto' pode ser ou uma muleta linguística sem significado real ou a interjeição que põe termo a algo, significando que não há mais nada a dizer ou fazer. Não é o advérbio que, no caso, equivaleria ao 'pronto' espanhol.)
    Esse "pronto" que não é equivalente a "cedo" poderia ser como os nossos:
    Ea!
    Pues listo!
    Listo!
    Venga!

    Expressões idiomáticas das quais é difícil dar uma explicação sistemática. Dão expressividade, mas é difícil dizer qual é a mais apropriada para um contexto determinado. Simplesmente, ao ouvi-las (porque são eminentemente orais) calham ou não.
     
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