Pronúncia de ch no norte de Portugal

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Dymn

Senior Member
Boa tarde,

Quando as pessoas referem o sotaque do Norte, costumam fazer pouco da troca do v pelo b, de -om em vez de -ão (Dragom, Bolhom), ou Puôrto em vez de Porto (pelo menos no sotaque portista). Mas pelos vistos também devia ser comum a pronúncia com tch (como no galego) do dígrafo ch: tchegar, tchave. Tenho visto notícias com entrevistas às pessoas da raia com a Galiza, mas não consigo ouvir ninguém a falar assim. Neste mapa pintam as zonas com este som com uma cor escura, e abrange muita parte do norte e do oeste do país: cidades tais como Castelo Branco, Viseu, Braga, Viana do Castelo. Talvez fosse assim no passado e hoje já não é assim? Será que há alguém da zona que possa verificar se a pronúncia é comum?

Muito obrigado
 
  • Guigo

    Senior Member
    Português (Brasil)
    Não sei se sobrevive em Portugal, mas continua vivo, no Brasil, na região de Cuiabá, Mato Grosso (centro geográfico da América do Sul). Na reportagem, informam que a região foi colonizada, há mais de 300 anos, por gente proveniente do norte de Portugal.

    YouTube = RS18Z3MvDJw
    Cuiabá Maneiras de Falar Sotaques Cuiabano

    Meu avô, Antônio Simão Vieira da Costa e Silva, era natural de Cuiabá, MT, porém filho de pais sul-riograndeses.
     
    Last edited:

    Carfer

    Senior Member
    Portuguese - Portugal
    Na região de Castelo Branco era uma pronúncia comum, especialmente nas aldeias do concelho. A cidade é outra história, porque a zona do castelo, a mais antiga, tem (tinha?) uma pronúncia típica, de que esse som é uma característica (bem como o uso do pretérito-mais-que-perfeito em vez do perfeito), enquanto a parte mais moderna tem outra que em pouco ou nada se distingue da pronúncia-padrão (resultado, seguramente, de ser uma cidade de serviços e centro administrativo, com muitos habitantes originários de fora da região e com um nível de escolaridade superior ao da zona medieval que os torna menos permeáveis à pronúncia local). Se ainda é assim não sei, ultimamente tenho tido poucos contactos com a região e tenho idade suficiente para me ter dado conta da velocidade a que influência da rádio e da televisão provocou a normalização da pronúncia do português europeu, pelo que pode muito bem já não ser ou ser menos visível.
     
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