Pronombres personales en portugués europeo

Discussion in 'Português-Español' started by Dymn, Jan 24, 2017.

  1. Dymn

    Dymn Senior Member

    Catalan, Catalonia
    Bom dia,

    En una semana voy a estar por Portugal por primera vez y ya hace tiempo que estoy intentando aprender un poco de portugués básico. Aun así la mayoría de los recursos los encuentro en brasileño y claro, me gustaría saber más sobre el portugués de Portugal.

    En portugués brasileño, creo que las conjugaciones de la segunda persona han sido totalmente sustituídas por las de la tercera, debido al uso de você y vocês incluso en situaciones informales. Cuál es la situación en Portugal? Se usa tu y vós en situaciones informales y você y vocês en situaciones formales, como en castellano de España? Y teu y vosso como posesivos? Tienen algún uso las formas dele, dela, deles y delas? Se suelen omitir los pronombres? Qué pasa con a gente?

    Obrigado, podem me responder em português :)
     
  2. pfaa09

    pfaa09 Senior Member

    Portugal - Portuguese
    Em Espanha é normal usar o tu com frequência, é mais natural.
    Aqui depende da pessoa a quem se dirigir. (Há aqui no WR muitos tópicos a falar sobre isto)
    Se falar com jovens pode tratá-los por tu sem problemas.
    Deverá decidir no momento que vai iniciar a conversa, a decisão entre "tu, você e senhor ou senhora" terá de ser espontânea, uma coisa de momento, terá de avaliar a situação.
    Adultos=Você
    Meia Idade e idosos= Senhor ou senhora.
    Há formas de evitar estes usos, usando verbos.
    (tu) podes dizer-me onde fica o palácio... ("Tu" pode ser ocultado)
    (Você ou O/A senhor/a) pode ou podia dizer-me onde fica... ("Você ou O/A senhor/a" pode ser ocultado)
    Quando se fala dele ou dela (singular ou plural) depende da formalidade. Se estiver a falar de um jovem (a quem trata por tu) pode falar dele ou deles.
    Se estiver a falar de forma mais formal de alguém que deve tratar por você ou senhor/a, já não fica bem usar o ele/a ou eles/elas.
    Diz-se: Estive a falar com aquele/a senhor/a:thumbsup: e não estive a falar com ele/a:thumbsdown:
    Formal= Ela diz que não sabe:thumbsdown: Aquela senhora diz que não sabe:thumbsup:
    Informal= Ela diz que não sabe:thumbsup: ou Aquela jovem/menina diz que não sabe:thumbsup:
     
  3. Carfer

    Carfer Senior Member

    Paris, France
    Portuguese - Portugal
    Se o seu nível é básico, não se preocupe com as diferenças. Nem elas são tantas, nem tão grandes que perturbem a compreensão. As questões que põe não podem ser respondidas senão sumariamente, Das segundas pessoas, a do singular continua a ser usada, em ambiente informal (a consideração do que é formal ou informal é um tanto diferente de Espanha, com uma propensão para uma maior formalidade em Portugal, mas isso não é exactamente uma questão linguística). A segunda pessoa do plural usa-se pouco, de facto, prepondera o uso da terceira. Apesar disso, 'vosso' é de uso mais frequente do que 'vós'. 'Dele', 'dela', 'deles' e 'delas' usam-se frequentemente, mas 'seu', 'sua', 'seus' e suas' continuam igualmente a ser usados e não é necessário substituí-los por 'dele/etc.' salvo em caso de manifesta ambiguidade. Há uma tendência para omitir o pronome pessoal sujeito, embora menos frequente do que em espanhol e muito mais significativa do que no Brasil. 'A gente' significa 'nós', não 'eles', pelo que tem um significado diferente do espanhol.
     
  4. metaphrastes

    metaphrastes Senior Member

    Portuguese - Portugal
    De maneira geral os portugueses conhecem melhor e são mais atentos à diferença entre a conjugação da terceira e da segunda pessoas do singular - ao passo que os brasileiros, mesmo cultos, podem misturar uma com a outra, numa conversação. De modo que se dirigir a alguém tuteando-o (mesmo com o tu omitido) é visto como indelicado, sendo algo que um brasileiro pode fazer com muita facilidade, numa conversação, e sem qualquer consciência de que está a ultrapassar uma barreira.
    Mas todos os portugueses conhecem a linguagem do Brasil, não só pelas novelas como pela imigração, e destes, imensa parte "dá o desconto" e não se ofende com formas de tratamento consideradas rudes.
    Mas podem acontecer situações caricatas. No Brasil, é comum chamar um motorista de táxi, ou um criado de mesa (um garçon), ou um vendedor, numa loja, de moço: "Moço, quanto custa este par de sapatos? Moço, quanto é uma corrida até o aeroporto?". Há alguns - especialmente se já tiverem alguma idade - que não levam isto à paciência e - se não reclamarem directamente ao cliente - podem ficar resmungando sozinhos por algum tempo ou desabafarem com o cliente seguinte...

    Mas eu penso que faz parte da inteligência emocional de quem recebe visitantes, do estrangeiro, saber que estes não partilham as mesmas referências culturais e não se ofender por tais deslizes, desde que não haja má intenção ou abuso. Levar estas coisas muito a peito parece-me sinal de espírito tacanho, obtuso.
    Eu por princípio nunca corrijo o português de ninguém, numa conversação - sobretudo se for um imigrante - porque é algo extremamente indelicado e insensível: quem vem de fora tem de fazer um esforço extra para se comunicar, e ser interrompido para corrigir a gramática só vai impossibilitar que este possa expressar o que tem em mente. Só corrijo - em particular - se vir que alguém está a usar calão que ouviu na rua ou no trabalho, sem ter ideia que é um termo grosseiro (neste caso, a pessoa pode passar vergonha sem sequer o saber...).
     

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