Pronomes de tratamento

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Oliveiratadeu

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Português
Devo tratar por senhor um jovem, digamos, de trinta anos para baixo? Por exemplo, tenho colegas de cursos, com quais não tenho amizade ou intimidade, chamo-lhes senhores? Às pessoas jovens que encontre na rua, chamo como? No Brasil, geralmente usa-se "moço/a", mas não se faz distinção de idade. No caso de raparigas/moças, poderia usar "senhorita", o que não ocorre aos rapazes.

(30 anos ou mais) Senhor/Senhora, pode-me informar a que lado fica a rua Tal? O senhor/A senhora me informa a que lado fica a rua Tal?
(30 anos ou menos) Moça/Senhorita/Moço, pode-me informar a que lado fica a rua Tal? A moça/senhorita/moço me informa a que lado fica a rua Tal?
(30 anos ou mais) O senhor/A senhora/A moço/O moço fique sabendo, eu nunca lhe faria isso.

(Em caso de informação/pergunta e de comunicação normal, quero a resposta).

Há também "moçinha/moçinho": O moçinho/A moçinha fique sabendo, eu nunca o fiz nem faria.
 
  • Nonstar

    Senior Member
    Portugais - de la maison du chapeau
    Se o rapaz for de 30 para baixo, pode chamá-lo de truta, chefe, campeão, corinthiano, fera, mano, parça e por aí vai.
    Se a amiga for de 30 para baixo, pode tratá-la por miga, mana, mina etcoetera.
     

    Oliveiratadeu

    Banned
    Português
    Se o rapaz for de 30 para baixo, pode chamá-lo de truta, chefe, campeão, corinthiano, fera, mano, parça e por aí vai.
    Se a amiga for de 30 para baixo, pode tratá-la por miga, mana, mina etcoetera.
    Mesmo se forem desconhecidos, posso tratá-las por tu ou essas gírias? Acho estranho.
     

    guihenning

    Senior Member
    Português do Brasil
    Mesmo se forem desconhecidos, posso tratá-las por tu ou essas gírias? Acho estranho.
    Ninguém poderá responder a essa pergunta. Aliás, à maioria das suas perguntas neste fórum ultimamente. Para certas perguntas não há respostas assertivas e alguns fios parecem um buraco negro em que as respostas vão caindo numa espiral sem controle e cuja pergunta principal não pode ser respondida porque, claramente, até o mais desatento dos membros percebe que o intuito do fio era fazer com que as pessoas se esgaçassem para tentar explicar fenômenos óbvios a bel-prazer de quem as pergunta. Exatamente como estou prestes a fazer:
    Por mais que queira saber o cerne gramatical das coisas, a maneira como as pessoas se tratam e os seus pronomes varia de acordo com o lugar e cultura e disso não se trata em gramáticas. É lógico que sabe muito bem quais pronomes usar e quais não e quando. No seu país, inclusive, é de somenos, já que a hierarquização pronominal foi perdida, principalmente a mais importante delas: tu vs você. Essas coisas se aprendem no dia a dia. Todo mundo sabe que a maneira de tratar mais velhos ou desconhecidos é diferente da forma de tratar os íntimos. Para todos os outros casos, há vários pronomes de tratamento em português para tratar o papa, o reitor, o presidente e assim por diante. Essas informações sim são explicadas em gramáticas, embora o senso do falante também nesse quesito não tenda a falhar. Se houver dúvidas, o Google pode ajudar, há milhões de páginas na internet que tratam de pronomes de tratamento. É claro que o senso é falho, por exemplo, tratar os membros do WR por "senhores" me parece deslocado para o uso brasileiro. Achei que esse tipo de cerimônia risível só acontecesse nos fóruns de proprietários de Mercedes-Benz, em que não raro os participantes se tratam por "confrades" e nos quais se dão ao luxo de usar pronomes como "vós". O brasileiro parece adorar usar o "vós". Não achais?
    O menos parece ser sempre mais, até agora ainda não me referi à sua pessoa por "você", não explicitamente. Ainda bem que a língua tem mecanismos que nos permitem driblar certos usos. Só requer jogo de cintura, de que também a Santíssima Gramática Tradicional não trata.
    Assim, a menos que a sua pergunta se refira ao uso engessado entre uma pessoa dita comum e, digamos, um reitor, ela não precisa ser realmente respondida por ninguém daqui, sobretudo porque sabemos que é brasileiro e, estando inserido na cultura brasileira, sabe de quais pronomes se utilizar. E um brasileiro sabe muito bem como falar com os chegados, com o gerente do banco, com os avós e assim por diante.
     
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    Oliveiratadeu

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    Português
    Não quero saber como os outros brasileiros falam. Assemelhar-me a todos brasileiros, ao povoléu, a esse monturo, a esse zoológico que se tornou o Brasil, a esse estado animal nojento com que se compraz e se toma superior o brasileiro, ser igual a "los macaquitos" não está em meus planos de formação e de restauração, pelos menos a mim, da alta cultura, dos valores morais e do misticismo e asceticismo.
    Em se tratando de língua, olhar o estado degradante da educação, não só brasileira, por os ditames desse bate-e-assopra de "letrado", que ora se apega aos tomos de gramática, ora se apega a essa indiferença para com a rigídez poética e moral que seja formativa a todos indíviduos, é nojento, abjecto, e atrasa a revolucão cultural, que dará ao Brasil seu lugar no cosmos, na estranha ordem geométrica de tudo. Essa indiferença gélida de cadáveres literários não erguerá a cultura brasileira; e nem me ajuda a superar ou me igualar aos grandes vultos da humanidade como Dante, Shakespeare e Homero e Milton e Vergílio. Essa indiferença gélida, essa paralisação estúpida de fracassado sem ambição e fome de glória, eu a deixo aos idiotas, aos animais, ao animal nojento que se tornou o brasileiro.
    Não estudo para ser madame mas para fazer revolução, a do espírito e a social. Simplesmente não pode ficar assim, esculhambado e destruído, conspurcado. Não adianta passar maquiagem em cadáver. Há que insuflar vida em seu peito. E cada um de nós tem esse dever, ainda mais os que já possuem uma sólida formação artística, filósofica e religiosa.
     
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    Alentugano

    Senior Member
    Português - Portugal
    Não quero saber como os outros brasileiros falam. Assemelhar-me a todos brasileiros, ao povoléu, a esse monturo, a esse zoológico que se tornou o Brasil, a esse estado animal nojento com que se compraz e se toma superior o brasileiro, ser igual a "los macaquitos" não está em meus planos de formação e de restauração, pelos menos a mim, da alta cultura, dos valores morais e do misticismo e asceticismo.
    Em se tratando de língua, olhar o estado degradante da educação, não só brasileira, por os ditames desse bate-e-assopra de "letrado", que ora se apega aos tomos de gramática, ora se apega a essa indiferença para com a rigídez poética e moral que seja formativa a todos indíviduos, é nojento, abjecto, e atrasa a revolucão cultural, que dará ao Brasil seu lugar no cosmos, na estranha ordem geométrica de tudo. Essa indiferença gélica de cadáveres literários não erguerá a cultura brasileira; e nem me ajuda a superar ou me igualar aos grandes vultos da humanidade como Dante, Shakespeare e Homero e Milton e Vergílio. Essa indiferença gélida, essa paralisação estúpida de fracassado sem ambição e fome de glória, eu a deixo aos idiotas, aos animais, ao animal nojento que se tornou o brasileiro.
    Não estudo para ser madame mas para fazer revolução, a do espírito e a social. Simplesmente não pode ficar assim, esculhambado e destruído, conspurcado. Não adianta passar maquiagem em cadáver. Há que insuflar vida em seu peito. E cada um de nós tem esse dever, ainda mais os que já possuem uma sólida formação artística, filósofica e religiosa.
    Meu irmão, tu tens a certeza que vieste parar no forum certo? Já tentou buscar um forum especializado em teorias da conspiração? É que, sinceramente, não entendo onde esse post se enquadra neste forum, nem onde você quer chegar com essa verborragia. Alta cultura? Sei..
     

    machadinho

    Senior Member
    Português do Brasil
    Não quero saber como os outros brasileiros falam. Assemelhar-me a todos brasileiros, ao povoléu, a esse monturo, a esse zoológico que se tornou o Brasil, a esse estado animal nojento com que se compraz e se toma superior o brasileiro, ser igual a "los macaquitos" não está em meus planos de formação e de restauração, pelos menos a mim, da alta cultura, dos valores morais e do misticismo e asceticismo.
    Em se tratando de língua, olhar o estado degradante da educação, não só brasileira, por os ditames desse bate-e-assopra de "letrado", que ora se apega aos tomos de gramática, ora se apega a essa indeferença para com a rigídez poética e moral que seja formativa a todos indíviduos, é nojenta, abjecta, e atrasa a revolucão cultural, que dará ao Brasil seu lugar no cosmos, na estranha ordem geométrica de tudo. Essa indiferença gélica de cadáveres literários não erguerá a cultura brasileira; e nem me ajuda a superar ou me igualar aos grandes vultos da humanidade como Dante, Shakespeare e Homero e Milton e Vergílio. Essa indiferença gélida, essa paralisação estúpida de fracassado sem ambicão e fome de glória, eu a deixo aos idiotas, aos animais, ao animal nojento que se tornou o brasileiro.
    Não estudo para ser madame mas para fazer revolução, a do espírito e a social. Simplesmente não pode ficar assim, esculhambado e destruído, conspurcado. Não adianta passar maquiagem em cadáver. Há que ensuflar vida em seu peito. E cada um de nós tem esse dever, ainda mais os que já possuem uma sólida formação artística, filósofica e religiosa.
    Se lhes pergunto, há razão: estou cansado de burrice e de destruição.
    Hahah, copy and paste do Olavo de Carvalho, é? Se está mesmo cansado de burrice e de destruição, comece por trocar de mestre, que o atual é burro e destruidor. Beijokas.
     

    Oliveiratadeu

    Banned
    Português
    Guihenning, a pergunta se refere justamente a pessoas que tenham até 30 anos e com quais converse diariamente, apesar de não ser amigo. Tratar essa gente por "mano, arrombado, truta etc" não me parece certo. Por mano, eu trato meu irmão, por exemplo
     
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    guihenning

    Senior Member
    Português do Brasil
    Guihenning, a pergunta se refere justamente a pessoas que tenham até 30 anos e com quais converse diariamente, apesar de ser amigo. Tratar essa gente por "mano, arrombado, truta etc" não me parece certo. Por mano, eu trato meu irmão, por exemplo
    Já respondeu à sua pergunta. Se não acha adequado, não use. Outras pessoas podem achar este ou aquele uso mais adequado que aqueloutro. O uso é livre, mas quando um animal brasileiro A conversa com o animal brasileiro B, há formas mais bem aceitas do que outras a depender do contexto. O que é claro para todos é que dois animais que se conhecem não se tratam por "senhor", normalmente. A resposta à sua pergunta também depende do uso desses animais e depende sobretudo de como os animais brasilianos se comunicam.
     
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    Oliveiratadeu

    Banned
    Português
    Espera, o Olavo que defende a soberania nacional se utilizando de grafias como "abjecto"? Ué. A subserviência brasileira à grafia portuguesa parece ser comum nesses meios. Qual será a explicação? Origens?
    Prova de que não conhece Olavo, que nem conservador é. O formalismo fica co a gente tradicionalista, que ama mesóclise e os lixos da dita "literatura católica".

    Fiz uma alteração no texto "apesar de NÃO ser amigo", o que não altera a sua resposta nem a minha pergunta. Só perguntei por pensar que talvez existisse alguma regra gramatical, já que é impossível a uma gramática abordar todas questões. Obrigado.
     

    Oliveiratadeu

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    Português
    Fica entre a linguagem e a moral, tema que não apraz os membros desse foro. Desculpem-me. Tentarei controlar a mim e as minhas sanhas, já que as perguntas têm de mecânicas e suas respostas de igual valor. Desculpem-me. E obrigado pela resposta, senhor.
     
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    guihenning

    Senior Member
    Português do Brasil
    Prova de que não conhece Olavo, que nem conservador é.
    Não, não conheço. Não é da minha época. A mim só me interessam as questões linguísticas e, pelo que ele escreveu, pareceu querer elevar o Brasil e lhe dar alguma esperança. Presumo que defenda, sim, a soberania nacional. É o que está em voga no Brasil agora, não é?! Eu não usei a palavra conservador, atenção. E justamente por isso me chamou a atenção, porque exaltar o Brasil se utilizando de grafia obsoleta não me faz o menor sentido, principalmente se for pensar nos motivos que o levaram a escolher uma grafia diferente da nacional. Aqui estar o narizinho da linguística.
    Só perguntei por pensar que talvez existisse alguma regra gramatical, já que é impossível a uma gramática abordar todas questões.
    A regra gramatical é: segunda pessoa do singular (tu) leva a sua desinência, isto é, tu falas, comes, vês, sabes. A outra regra é: pronomes de tratamento são conjugados na terceira do singular e embora se diga "Vossa Excelência", os possessivos são "sua excelência". A gramática se encerra nisso. Todos os outros pormenores são questões de uso que cada comunidade linguística estabelece. "Você" tem valores diferentes em Portugal e no Brasil, por exemplo.
     
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    guihenning

    Senior Member
    Português do Brasil
    Fica entre a linguagem e a moral, tema que não apraz os membros desse foro.
    Tem o fórum "Culture Café" onde esses temas são abordados. Aqui a gente trata e gosta de língua portuguesa. É claro que com ela vêm aspectos sociais à tona, mas não é o foco principal, obviamente. Pão pão, queijo queijo.
     
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