will be a factor as to which strike price is the most likely

lmrocha

Senior Member
Portuguese and English
Additionally, the highs of the past few days have been right at $55. The lack of strength of getting through that level provides a price to consider selling options against the position. The $55 calls can be considered as the optimal strike price. The recent run-up to this level should have the premiums at the most exuberant prices. The remaining time before the expiration will be a factor as to which strike price is the most likely to produce added income without getting the stock called away.

Além disso, a alta dos últimos dias foi exatamente $55. A falta de força para atingir aquele nível proporciona um preço para considerar a venda de opções versus a posição. As opções de compra a $55 pode ser considerada como o preço de exercício ideal. O recente aumento de preços para este nível deve ser considerado o melhor preço de exercício. No período restante, antes da expiração das opções será um fator no qual preço de exercício é o mais provável para produzir renda adicional sem que as ações sejam vendidas.

A minha dúvida é na frase toda:
The remaining time before the expiration will be a factor as to which strike price is the most likely to produce added income without getting the stock called away.

obrigada
lmrocha
 
  • Fabio Flavio

    Senior Member
    Brazilian Portuguese
    Boa noite.
    Uma característica desses "analistas" do mercado de ações é a sua notória incapacidade (provavelmente fruto de ignorância mesmo) de escrever com clareza. Em geral eles próprios não sabem exatamente do que estão falando ou então sentem aquela necessidade típica dos cartomantes e videntes de deixar a porta aberta para justificar qualquer interpretação possível (ver as "visões" de Nostradamus, por exemplo). Nessa frase que você selecionou, creio que a dificuldade maior, a meu ver, é como interpretar essa "call away" que pode ter diversas interpretações (acho que o "analista" emprega esses termos obscuros propositalmente para dificultar a sua responsabilização futura caso o mercado se comporte de forma diferente daquilo que ele escreveu ). De qualquer forma, o que posso oferecer como contribuição a você com segurança é que fica melhor traduzir "the remaining time before the expiration..." como "O período restante antes da expiração das opções..." em vez de "no período restante...".
    Como o autor fala em opções ao longo do texto, e como ele não escreve com clareza, fico inseguro se quando ele fala em "stock" logo a seguir, embora a tradução "correta" de "stock" deva ser "ação", ele não esteja querendo se referir a opções. Em princípio, não faz sentido falarmos em "retirada de ações" do pregão (a não ser em casos extremos, como a falência da firma, etc), que seria uma acepção aceitável para "stock called away". Por outro lado, se ele está se referindo não à ação e sim à opção daquela ação, faz sentido se falar em "opção retirada" no sentido de que as opções possuem prazo de validade e quando ele chega as opções simplesmente expiram. Nesse caso, possivelmente o que o autor estaria querendo dizer é que "o tempo restante servirá para saber qual é o preço de exercício da opção mais provável que possa produzir renda adicional antes da sua expiração".
    Um outro comentário: você tem certeza de que o mercado usa em português "preço de exercício" (a tradução literal e correta que você está usando para "strike price"?) O que tenho observado é que em geral essa garotada que trabalha no mercado financeiro prefere utilizar o jargão em inglês mesmo sempre que possível. Muito provavelmente os operadores de opções no mercado financeiro brasileiro devem usar o termo "strike price" sem tradução, mas de qualquer forma, "preço de exercício" que você utilizou está correto. Como falei, só não estou seguro se ele é usado. Mais ou menos como a gente querer traduzir "software" ou "hardware" quando todo mundo no mercado fala mesmo assim...

    Abração,

    Fabio
     

    lmrocha

    Senior Member
    Portuguese and English
    Fábio, obrigada por todos os seus comentários, me ajudou muito. O strike price achei no dicionário de termos financeiros e de investimento do John Downes, como o mercado usa strike price vou deixar em Inglês.
    obrigada
    lmrocha
     

    Fabio Flavio

    Senior Member
    Brazilian Portuguese
    Disponha!
    Esse dicionário do John Downes (com patrocínio da BMF-Bovespa) é possivelmente o melhor que existe inglês/português.
    Minha sugestão é que você crie também o seu próprio dicionário.
    E se você tiver condições (as vezes isso não dá para fazer, cada caso é um caso) não tema se dirigir diretamente ao geninho em questão que escreve alguma barbaridade. Em geral nesses relatórios consta o nome e o e-mail do autor. A minha experiência pessoal é que 99% do público que lê esses artigos não entende o que está escrito mas finge que entende, e então o autor se acostuma com uma espécie de impunidade absoluta que permite a ele escrever as baboseiras que quiser sabendo de antemão que ninguém irá questioná-lo. E eu não vejo nada demais em questioná-lo direta e claramente. Claro, existem maneiras e maneiras de a gente se dirigir ao geninho de plantão. Desde que você se dirija de forma respeitosa a ele (ou ela) não vejo razão para ele não responder. E se não responder é porque em geral ele próprio não sabe exatamente do que está falando...
    Eu sou o terror dessa turma. Não deixo passar nada em brancas nuvens. E sou chato. Se o cara me ignora eu volto à carga. Te dou dois exemplos gozadissimos que aconteceram na minha vida: eu passei duzentos anos (babe, eu fui testemunha ocular da primeira missa rezada lá no Monte Pascoal) escutando um caminhão cheinho de intelectuais tupiniquins falando de Marx. "Porque Marx isso, porque Marx aquilo" e eu não sabia nada de Marx e então um dia resolvi me dar o trabalho hercúleo de ler "O Capital" e o "Manifesto do Partido Comunista" que são considerados as duas principais obras dele. Eu li uma primeira vez e não entendi absolutamente nada do que ele escreveu. Para resumir eu li esses dois livros 5 vezes e quanto mais eu lia menos eu entendia o que ele queria dizer. Ai eu cheguei a conclusão que o Marx não sabia escrever (era um analfabeto presunçoso que não conseguiu se formar em nenhuma universidade alemã e só conseguiu se formar na universidade de Jena, na Checoslováquia, que era conhecida como do tipo PP - Pagou-passou), conseguia a proeza de entender MENOS de economia do que eu, e no tocante as suas profecias, ele foi um palhaço absoluto. Errou em todas elas. E eu fiquei me perguntando como um imbecil total desses consegue fazer tanto sucesso entre os "intelectuais" tupiniquins. E depois de ter me dado o trabalho de ler cinco vezes essas obras, e comentá-las e anotar as minhas dúvidas (que eram todas e mais um pouco) para poder discuti-las com esses mesmos "intelectuais", quando eu fui procurá-los exatamente para poder obter esclarecimentos para as minhas muitas dúvidas, eu descobri chocado (depois eu fiquei muito irritado, não chocado, mas inicialmente, apenas chocado) que todos os marxistas tupiniquins são marxistas sem jamais terem lido Marx. Acho que o único sujeito nestes pagos que leu Marx (e sem jamais ter sido marxista) sou eu. Essa mesma rotina aconteceu com as obras do Freud. Eu me dei o trabalho de ler toda a obra dele exatamente para poder me situar quando as pessoas começam a falar "Freud disse isso" , "Freud disse aquilo", etc. Não faço a injustiça com Freud de dizer que ele é igualzinho ao Marx. O Marx era um imbecil analfabeto, mal caráter, profundamente ignorante e rancoroso, que achava ou fingia que era um gênio quando ele não passou de um imbecil total. Já o Freud era um artista, um poeta, mas a meu ver também um refinado malandro que quis transformar meras opiniões pessoais em "ciência". Mas eu só pude chegar a essa conclusão depois de ter tido o trabalho de ler as suas obras e procurar entendê-las.

    Se você se der o trabalho de procurar "entender" o que esses geninhos financeiros dizem, você descobrirá boquiaberta, que nem eles sabem exatamente do que estão falando...

    Abração e boa sorte!

    Fabio
     

    lmrocha

    Senior Member
    Portuguese and English
    Fábio, você deve ser um excelente tradutor pois pesquisa exaustivamente os assuntos. Vou seguir o seu conselho, mandar um e-mail para o autor, caso exista no livro.
    obrigada
    lmrocha
     

    coolbrowne

    Senior Member
    Português-BR/English-US bilingual
    Bom Dia lmrocha

    Sim é verdade que o autor precisaria de um curso de "remedial English". Mas, apesar da linguagem algo afetada, dá para entender e traduzir o texto em jargão de mercado financeiro, com alguma melhora de qualidade:
    Além disso, a alta dos últimos dias foi de $55. A falta de ímpeto para ultrapassar aquele nível sugere uma cotação para considerar por à venda de opções baseadas/lastreadas na posição. A cotação das opções de compra a $55 pode ser considerada como o preço ideal de exercício. A alta recente das cotações a este nível deveria levar os prêmios a seu valor/nível mais exuberante/atraente. O período restante até a expiração das opções vai ser um fator na determinação do preço de exercício com a maior probabilidade de produzir renda adicional sem que as opções sejam exercidas.
    Vejamos:
    1. "right at" não tem a precisão de "exactly", melhor não fazê-lo tão preciso em português.
    2. "strength of getting through" traz o sentido de movimento (note a preposição "through"), o mesmo que "momentum to surpass", ou seja, não é meramente atingir, mas ultrapassar.
    3. "against" nem sempre é "em oposição/contra". Neste caso o sentido é "apoiado em".
    4. A construção "As opções ... pode" tem um erro de concordância. Ademais, o mais importante que as opções vem a ser a cotação, termo muito mais usado em vez de preço, no jargão de mercado financeiro.
    5. Na frase seguinte, "premium" é o prêmio , isto é, o custo da opção em si. Não confundir com a cotação do papel no qual a mesma se baseia, muito menos com o preço de exercício. E tem razão Fabio Flavio: é "O período..." (sujeito) e não "No período..." (adjunto adverbial).
    6. Na mesma frase, o autor exagerou ("went overboard") com "exuberant". Deveria ter usado algo mais apropriado como "attractive". A tradução pode bem corrigir este arroubo.;)
    7. A expressão idiomática "to be a factor as to which ..." engana porque traz oculto o elemento de decisão/determinação.
    8. Finalmente, a expressão"to call away a stock" no contexto de opções de significa exercer as ditas. É prima da expressão "to call a bluff" ou "pagar para ver", em jogos de azar. Isto é: o comprador das opções (que o autor imagina vender) está pagando para ver se o vendedor realmente tem as ações em mão.
    Saudações
     
    Last edited:

    Fabio Flavio

    Senior Member
    Brazilian Portuguese
    Oi Coolbrowne! Oi Imrocha!
    tive muito prazer em ler essas contribuições todas, em particular as do Coolbrowne. Tive uma leitora que corrigiu o meu texto observando que eu havia empregado a expressão "mal caráter" (referindo-me à Marx) quando deveria ter sido "mau-caráter". Achei válida a correção mas o xis da questão para mim, que foi o que motivou todo aquele blábláblá meu, não foi tratar da forma (que é a gramática) e sim do conteúdo (que é a essência do que esses "analistas de mercado" tem a dizer. O que eu quis dizer é que assim como existem zilhões de pessoas que ficam repetindo por ai à torto e à direito o que Marx e Freud disseram sem jamais terem lido quanto mais tentado entender o que eles escreveram - ou seja, saem por ai falando que nem uns bobos alegres só para impressionar a platéia - existe também essa raça muito peculiar que são os "analistas do mercado de investimentos" com foco em geral no mercado de capitais e no mercado de commodities. Todos os grandes fundos de investimentos tanto nos EUA quanto na Europa, no Japão, e no Brasil emitem relatórios senão diários pelo menos semanais em que esses analistas "analisam" o que aconteceu no período sob análise. E todos eles apresentam essa característica comum: a forma deliberadamente obscura de escrever. Um gênio desses da humanidade, infelizmente agora não me recordo o nome dele - arriscaria a dizer que foi Kant, mas pode ter sido algum outro de igual calibre - disse uma frase lapidar com a qual concordo em gênero, número, e grau: "o que quer que tenha que ser dito, pode ser dito com clareza...". E eu acredito totalmente na validade dessa assertiva. Quando eu vejo um sujeito escrever "ipso facto e data venia, etc" eu fico com a sensação de que o sujeito não tem a menor ideia do que ele está falando. Aliás, no caso desses analistas de mercado, se eles soubessem, eles estariam todos milionários, andando de Rolls Royce e não ficariam escrevendo sobre o que aconteceu no mercado. Eles são tão incompetentes que eles não conseguem sequer explicar com clareza aquilo que já aconteceu. E acho que uma das razões é porque como profissionais que são pagos para cuidar do dinheiro dos outros, a obrigação principal deles é investir e proteger o poder aquisitivo do dinheiro dos seus clientes, e sendo eles os gostosões que eles querem que acreditemos que eles sejam, eles deveriam sempre fazer as melhores aplicações para os seus clientes. Na prática, eu descobri (e quando eu falo "na prática" estou literalmente falando em mais de 40 anos de militância na área) que em média, se você tomar você mesmo as decisões de aplicação do seu dinheiro, o seu desempenho não será muito diferente do que acontece quando você entrega as suas economias para serem "geridas" por um "profissional" do mercado. Com a diferença fundamental de que pelo menos quando você erra você tem o consolo de saber que foi você mesmo que errou, e não aquele profissional que está sendo muito bem pago exatamente para não permitir que isso aconteça (e que sempre acontece...). Creio que é por isso que os relatórios desses "analistas" primem pela obscuridade. O "analista" não pode escrever com clareza que dois mais dois são quatro e raiz de quatro é dois, que seria um desenvolvimento cartesiano que todos poderiam acompanhar, porque quando ele aplicou o dinheiro dos clientes o resultado de dois mais dois deu três e a raiz de quatro que ele obteve deu 1,5.

    Quando eu falei para Imrocha entrar em contato com o analista, eu achei que ela estaria traduzindo um desses relatórios (o Citibank por exemplo distribui semanalmente para os seus clientes vários desses relatórios). Se você pegar, por exemplo, o relatório da Schroeder, logo no topo da página vai aparecer o nome completo do analista, o telefone dele (com código do pais, código de área e o telefone) e o e-mail do artista. Via de regra todos os relatórios tendem a iniciar com a identificação de quem está escrevendo.

    E quando leio esses relatórios, não estou preocupado em saber se o redator escreveu "mau-caráter" ou "mal-caráter". Isso para mim é firula. Estou interessado em saber o que fez com que as ações da GM que na semana retrasada estavam caindo e esse mesmo analista recomendou que eu saisse fora imediatamente dessa posição e eu sai, apenas para constatar que no relatório imediatamente seguinte ele disse com a maior cara de pau que "ipso facto e data venia" as ações da GM estavam subindo e que era melhor comprá-las. E o otário aqui perdeu duas vezes, primeiro porque vendeu na baixa e segundo porque foi comprar na alta. Esse tipo de "análise" é a coisa mais comum de se ver nesses relatórios. E era sobre isso a que eu me referia ao dizer que quando isso acontece não devemos deixar esses geninhos de plantão em paz. Temos que ter a paciência de pegar no pé do cara e mostrar que no relatório anterior ele disse uma coisa e previu que o mercado caminharia em uma determinada direção e na semana seguinte vemos que o mercado seguiu exatamente o caminho oposto. Só para terminar: faz uns 20 anos que eu detectei que as grandes agências de classificação de risco, como a Moody´s, a Standard & Poor e a Fitch não tem a menor ideia do que eles estão falando. Eu me dei conta de que são um bando de imbecis irresponsáveis quando, na década de 90 eles compararam a economia brasileira com a da Nigéria. Eles davam a mesma classificação de risco tanto para um quanto para outro país. E eu que conheço muito bem o Brasil e conheço razoavelmente a Nigéria sabia que seja lá quais forem os critérios que esses mauricinhos e patricinhas usam, eles são absurdamente errados. Depois eu vi que eles erraram escandalosamente nos escândalos da Enron, e em todos os outros que chacoalharam o mundo financeiro desde então. Então para qualquer sujeito que saiba somar dois com dois fica claro que prestar atenção no que essas agências de "classificação de risco" dizem é no mínimo uma perda de tempo. Mas esses mesmos "analistas" de mercado continuam fazendo exatamente isso. O que está por trás disso é simples e pura covardia misturada com comodismo. Eles preferem se escudar nas avaliações dessas agências de "classificação de risco" mesmo sabendo que eles não sabem o que estão fazendo, porque caso as decisões de investimento deles se comprovem desastrosas no futuro, eles sempre poderão justificar as suas decisões dizendo que eles agiram assim porque a Standard & Poor recomendou...o que acontece com o dinheiro dos clientes - que é com o que eles deveriam se preocupar honestamente - passa a ser secundário. O importante para eles é terem alguém em quem botar a culpa quando as coisas dão errado...

    Bem, já falei demais.

    Abração a todos!
    Fabio
     
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